Padeirinho – Biografia

 

Osvaldo Vitalino de Oliveira, Padeirinho (4/3/1927 Rio de Janeiro), sambista responsável pela modernização do partido-alto, ao acrescentar a este estilo a malícia do samba “sincopado” e do “samba-de-breque”.

Babaú, Nelson Sargento, Xangô da Mangueira, Padeirinho e Jorge Zagaia
Babaú, Nelson Sargento, Xangô da Mangueira, Padeirinho e Jorge Zagaia

 

Sambas:

Ouças alguns dos principais sambas de autoria de Carlos Cachaça na "playlist" abaixo, ou cada samba individualmente no final do post, com suas respectivas letras.

  1. Terreiro de Itacuruça (Padeirinho; por Tantinho da Mangueira)
  2. Como será o ano 2000? (Padeirinho; por João Nogueira)
  3. Cavaco emprestado (Padeirinho; por Paulinho da Viola)
  4. Cuidado, mulher (Padeirinho e Ismael Batista; por Tantinho da Mangueira e Marquinhos China)
  5. Fofoca no morro (Padeirinho e Ferreira dos Santos; por Jamelão)
  6. Esta saudade (Padeirinho e Jorginho Pessanha; por Jorginho do Império)
  7. Favela (Padeirinho e Jorginho Pessanha; por Tantinho da Mangueira)
  8. Zé Cansado (Padeirinho; por Xangô da Mangueira)
  9. Um minuto de silêncio (Padeirinho e Ferreira dos Santos; por Jamelão)
  10. O remorso me persegue (Padeirinho; por Moacyr Luz)
  11. A mais querida (Padeirinho; por Leci Brandão)
  12. Decepção de um autor (Padeirinho; por Padeirinho)
  13. C'est fini (Padeirinho e Nei Lopes; por Nilze Carvalho)
  14. Partido-alto do Padeirinho (Padeirinho; por Velha Guarda da Mangueira)
  15. Mora no assunto (Padeirinho e Quincas do Cavaco; por Quincas do Cavaco)
  16. Salve a Mangueira (Padeirinho; por Beth Carvalho)
  17. Linguagem do morro (Padeirinho e Ferreira dos Santos; por João Nogueira)
  18. Já curei a minha dor (Padeirinho; por Candeia)
  19. Distância (Padeirinho; por Mestre Birinha)
  20. O grande presidente (Padeirinho; por Marçal)

 

Criado no morro da Mangueira, começou a compor aos 12 anos. Cantava seus sambas pelas biroscas e tendinhas do morro, quando seu cunhado Geraldo da Pedra o levou, para apresentar-se na Ala dos Compositores da Mangueira, tornando-se assim membro da Ala com 20 anos de idade. O apelido “Padeirinho” lhe foi dado por ser filho de padeiro. Trabalhou como funcionário do Cais do Porto (Estivador) e da Limpeza Pública do Rio de Janeiro.

Com Joaquim dos Santos (Quincas do Cavaco) escreveu “Mora no assunto”, que viria a ser a sua primeira composição gravada, obtendo sucesso na voz de Jamelão, em 1950.

Padeirinho
Padeirinho

É de sua autoria o samba-enredo “O grande presidente”, com o qual a Mangueira desfilou em 1956, classificando-se em terceiro lugar no Grupo 1. Com o parceiro Ferreira dos Santos, compôs “Linguagem de morro” e “Fofoca no morro”, sambas muito conhecidos no morro da Mangueira em 1961 e 1965, respectivamente.

No ano de 2005 foi lançada pela Editora Hedra a biografia “Padeirinho da Mangueira – retrato sincopado de um artista”, de Franco Paulino, com apresentação de Nei Lopes. Neste mesmo ano sua composição “C’est fini”, em parceria com Nei Lopes, foi incluída no CD “Estava faltando você”, de Nilze Carvalho.

Entre suas composições mais conhecidas destacam-se "Cuidado, mulher" (c/ Ismael Batista) e "Rio, carnaval dos carnavais" (c/ Moacir da Silva e Nílton Russo) de 1971, e ainda "Homenagem a Getúlio Vargas - O grande presidente" e "A mais querida", as quais ele próprio gravou como intérprete para a etiqueta Marcus Pereira em 1974, no LP História das escolas de samba: Mangueira. Neste mesmo ano de 1974 Zuzuca gravou de sua autoria "Náufrago", em pareria com Ary Guarda.

Homenagem da Mangueira á Padeirinho
Homenagem da Mangueira á Padeirinho

Em 1975, Leci Brandão, no disco Antes que eu volte a ser nada, incluiu de sua autoria "A mais querida".
No ano de 1980, em seu disco Na fonte, Beth Carvalho interpretou "Salve a Mangueira" (c/ Quincas do Cavaco).

No ano de 1984 interpretou "Festa da Penha" (Cartola e Asobert) no LP Cartola entre amigos, disco no qual também participaram Creusa (filha de Cartola), Dona Neuma, Nuno Veloso, Aluisio Dias, Cartola, Monarco, Doca da Portela, Nadinho da Ilha e Paulo Marquês. Faleceu em 1987, pouco antes de começar a gravar o seu primeiro disco solo, já programado.

No ano de 1989 Katsunori Tanaka produziu para o mercado japonês (Selo Office Sambinha) o disco Mangueira chegou com a Velha Guarda da Mangueira, no qual foram incluídas de sua autoria "Partido alto do Padeirinho" e "Amargura", esta em parceria com Quincas do Cavaco.

Padeirinho
Padeirinho

Em 1998 várias de suas músicas foram gravadas no CD Chico Buarque de Mangueira, entre elas "Favela" (c/ Jorginho Pessanha), gravada por Cristina Buarque, "Linguagem de morro" (c/ Ferreira dos Santos), na voz de João Nogueira, e "Como será o ano 2000?", interpretada por Carlinhos Vergueiro e Cristina Buarque. No ano seguinte foi gravado o disco Velha Guarda da Mangueira e convidados, no qual foi incluída uma composição sua em parceria com Quincas do Cavaco, "Salve a Mangueira".

No ano 2000, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Cultura, e o Arquivo-Geral produziram o disco Mangueira, sambas de terreiro e outros sambas. Neste CD, produzido por Lélia Coelho Frota, foram resgatadas de fitas cassetes várias composições de Padeirinho por ele interpretadas e gravadas na época, década de 1960, por Hermínio Bello de Carvalho. Entre estas composições, destacaram-se "Decepção de um autor", "O remorso me persegue" e "Modificado", todas com Nelson Sargento ao violão e coro de Carlos Cachaça.

Padeirinho
Padeirinho

Padeirinho tocava vários instrumentos de percussão, entre eles pandeiro e tarol, sendo considerado habilidoso nos improvisos e partido-alto. Faleceu dois meses após a morte de sua esposa Mida, com quem conviveu por 40 anos. Pai de Bira Show e Birinha, percussionistas renomados no meio do samba.

 

Sambas e suas respectivas letras:

 

  1. Terreiro de Itacuruça

    (Padeirinho; por Tantinho da Mangueira)

    Me chamaram compadre
    Pra ir num terreiro
    Em Itacuruçá
    Vai vendo senhor o que eu fui arrumar
    Mas tem uma coisa:
    Eu nunca mais vou lá
    Em Itacuruçá
    Andei a noite inteira
    Levando poeira
    Foi de amargar
    Só de madrugada é que eu cheguei lá
    No tal terreiro de Itacuruçá

    Ao chegar no terreiro
    O tal de cambono veio me falar
    Primeiro o senhor tem que ir no congá
    Pedir Preto Velho pra lhe consultar
    E dizer saravá
    Justamente na hora
    Em que eu estava salvando
    A polícia chegou
    Levou todo mundo
    Eu fui logo o primeiro
    Só o macumbeiro
    Foi quem não entrou

  2. Como será o ano 2000?

    (Padeirinho; por João Nogueira)

    Como será daqui para o ano 2000?
    Como será o nosso querido Brasil?
    Como será o morro sem os barracões?
    Como será o Rio sem as tradições?

    Será que no ano 2000 as escolas de samba ainda vão desfilar?
    Será que vai ter carnaval? Será?
    Daqui para o ano 2000 ninguém sabe como será
    E o povo do nosso Brasil verá

    Como será?

  3. Cavaco emprestado

    (Padeirinho; por Paulinho da Viola)

    Você quebrou
    Meu cavaco de estimação
    E não pagou
    Por que razão?
    Agora mesmo quero indenização
    Porque se não, se não, se não
    Se não não, sei não...

    Você legou
    Meu cavaquinho emprestado
    Viajou pra todo lado
    E nem sequer me convidou
    Ganhou dinheiro
    Tirou onda de artista
    Quero pagamento á vista
    Do meu cavaquinho
    Que você quebrou

  4. Cuidado, mulher

    (Padeirinho e Ismael Batista; por Tantinho da Mangueira e Marquinhos China)

    Cuidado, cuidado mulher, não vou mais te avisar
    Olha que eu não sou Zé Mané, quem avisa amigo é
    E você tá vacilando porque quer

    Cuidado, nêga, que o seu dia chega e você vai ver só
    Dou-lhe um castigo por dia e de cortesia suflê de cipó
    Nêga, cuidado, cuidado que um resfriado dá pneumonia
    Se você não toma jeito, eu saio com a noite e só volto com o dia

    Toda mulher vacilona se jeito não toma, tem mais que rodar
    Eu já te mandei embora, espero agora você me deixar
    Já perdi a paciência com tanta freqüência de vacilação
    Prefiro ficar sozinho, seguir meu caminho na paz da razão

    Todo dia te aviso que já não preciso de ti pra viver
    Já estou de saco cheio de teus devaneios, de teu desprazer
    Querem saber os amigos como é que eu consigo a você aturar
    Eu lhe peço novamente, se estiver doente que vá se curar

    Te vi no samba, balançou o bamba com seu requebrar
    Mas bastou uma semana pra mulher bacana então se transformar
    Transformar-se nessa peça que nêga é essa que eu arrumei
    Parece que está maluca queimou a peruca que eu mesmo lhe dei

  5. Fofoca no morro

    (Padeirinho e Ferreira dos Santos; por Jamelão)

    Mais uma fofoca lá no morro,
    Que tem gente pra cachorro,
    Que já quer se estourar
    É só voce levar um papo com a Etelvina
    Sobre o caso da Marina,
    Pra ver o rolo que dá

    Ela vai dizer que está por fora
    E quem está por dentro agora
    É Vandeia com a Naná,
    Mas é tudo chave da Etelvina,
    É que o caso da Marina
    Tem um "para" prá acertar

    Só sei que na tendinha do Adelino
    Quem chegou com baratino,
    Foi a Rosa e a Neném,
    O que não está dando prá entender,
    É que nesse fuzuê,
    O seu nome figura também.
    (Pergunte a Neném)

  6. Esta saudade

    (Padeirinho e Jorginho Pessanha; por Jorginho do Império)

    Esta saudade
    Que sinto ainda é aquela
    Que ela deixou
    Felicidade
    É coisa que na minha vida
    Nunca me faltou
    Tranqüilidade
    Eu tinha mas é que até isso
    Ela me roubou
    Com sinceridade
    Não chamo mais ninguém de amor

    Para viver desse jeito
    Eu não quero amar mais ninguém
    Já que não tenho direito
    Deixo pra aqueles que tem
    Não tendo felicidade
    Nem tranquilidade
    Pra que quero amor?
    Me deixa com a minha dor

  7. Favela

    (Padeirinho e Jorginho Pessanha; por Tantinho da Mangueira)

    Numa vasta extensão
    Onde não há plantação
    Nem ninguém morando lá
    Cada um pobre que passa por ali
    Só pensa em construir seu lar
    E quando o primeiro começa
    Os outros depressa procuram marcar
    Seu pedaçinho de terra pra morar

    E assim a região
    Sofre modificação
    Fica sendo chamada de a nova aquarela
    E é aí que o lugar
    Então passa a se chamar favela

  8. Zé Cansado

    (Padeirinho; por Xangô da Mangueira)

    Não fale em trabalho com ele
    Porque o negócio dele não é trabalhar
    Somente quem conhece ele
    Sabe que o negócio dele é “o me dá, me dá”

    O homem já nasceu cansado
    Não fica zangado se alguém lhe malha
    Ele já disse que está na dele
    Podem até baterem nele que ele não trabalha

  9. Um minuto de silêncio

    (Padeirinho e Ferreira dos Santos; por Jamelão)

    Se for possivel, um minuto de silêncio,
    Em homenagem aos artistas falecidos
    Que aqui lembro, vários nomes por extenso
    Daqueles que pra nós não foram esquecidos

    Quem não se lembra do saudoso Carlos Gomes
    Autor da ópera chamada Guarany
    Compositores que tiveram grandes nomes
    Por exemplo, aqueles que eu conheci

    Paulo da Portela, Nazaré, Nonô, Zé com Fome,
    Geraldo Pereira, que também teve o seu nome,
    Assim como tiveram Chico Alves e o grande Noel,
    Que hoje com Carmem Miranda Cantam la no céu

  10. O remorso me persegue

    (Padeirinho; por Moacyr Luz)

    Hoje o remorso me persegue
    Esta sombra que me segue
    Só vem pra me atormentar
    Naquele dia eu perdi a paciência
    Mas me dói a consciência
    Só em vê-la como está
    O que ela sofre não merece
    Até se ela quisesse
    Vinha se vingar

    Eu sei que ela deve estar
    Sofrendo por demais
    E isso só me traz
    Remorso e compaixão
    Eu vou pedir até
    Perdão a essa mulher
    Nem que ela se vingue
    Da minha humilhação

  11. A mais querida

    (Padeirinho; por Leci Brandão)

    Sabem quem eu sou
    Eu sou a Mangueira
    Mais conhecida como Estação Primeira
    Na avenida sambo pra cidade inteira
    Seja onde for
    Todos sabem que sou madeira

    Quando eu chego lá na avenida
    Sou aplaudida porque sou a maioral
    Entre todas sou a mais querida
    E quem duvida, venha ver meu carnaval
    Geral...

  12. Decepção de um autor

    (Padeirinho; por Padeirinho)

    Desci do morro com meu samba pra cidade
    E tive uma grande decepção
    No meio da alta sociedade
    Desfizeram da minha composição
    Infelizmente quem compõem no morro
    Não tem direito a gravação
    (Sem razão)

    Enquanto o compositor do morro
    Pede socorro
    E não encontra proteção
    Existem os que vivem no apojeu
    As custas de melodias de autores como eu

  13. C'est fini

    (Padeirinho e Nei Lopes; por Nilze Carvalho)

    Estou aí
    E quero dizer pra vocês que eu não morri
    Naquele papo de agouro eu já dei c'est fini
    Por isso eu venho dizer que estou aí

    Eu sou o samba
    E ninguém vai me derrubar
    Já subi na torre Eiffel
    Já cantei no Olympia
    Por isso eu digo mes amour e mes amis
    Naquele papo cretino de urubulino eu já dei c'est fini

    Eu sou o samba
    Ninguém vai dizer que não
    Vou da Lapa ao Amapá
    Sou sucesso no Japão
    Sou rei na terra do sushi e sashimi
    Visto qualquer figurino
    E nos urubulinos
    Já dei c'est fini

  14. Partido-alto do Padeirinho

    (Padeirinho; por Velha Guarda da Mangueira)

    Eta botina
    Sapato sem meia não combina

    Me casei com a Iracema
    Mas eu gosto é da Regina

    Eu peguei o trem de ferro
    Fui saltar em Brás de Pina

    Sou um homem infeliz
    Amar foi minha ruína

    Dona Maria das couve
    O que é que houve, o que é que há

    Tanto faz dar na cabeça
    Como na cabeça dar

    Eu não largo meu almoço, Nelson
    Que dirá o meu jantar

    Chuva grossa não me molha
    Sereno quer me molhar

    Dona Maria devagar
    Mata boi sem segurar

    Menina de doze anos
    Chora pra me acompanhar

    Da sua namorada, Nelson
    Que ela quer me namorar

    Nossa Senhora da Penha
    Que altura foi morar

    Quem mandou duvidar, quem mandou
    Quem mandou duvidar

    No dia que estou zangado
    Tenho vontade de atacar
    Eu canto manifestado
    Meus espírito quer chegar

    Uma cana quebra a outra
    No meio do canavial

    A nêga brigou comigo
    Porque mandei trabalhar

    Pediu pra tomar banho
    Na Ilha de Paquetá.

  15. Mora no assunto

    (Padeirinho e Quincas do Cavaco; por Quincas do Cavaco)

    Mora no assunto e vê se te manca
    Me admiro muito você dando bronca
    Ora deixe disso, que é fogo na roupa
    Sabe lá o que é isso?
    Então, mudou
    Te dei o serviço e você não morou

    Nessas alturas tenho que lhe esculachar
    Pra seu governo, você deve se mancar
    Como é que pode você dar tanta mancada?
    Tenteia a volta e deixa de chinfra, meu camarada
    Como é que é? Vê se mora na jogada

  16. Salve a Mangueira

    (Padeirinho; por Beth Carvalho)

    Minha Mangueira
    Minha Estação Primeira
    Estou com você, Mangueira
    E você não pode parar
    Também sou Mangueira
    Defendo sua bandeira
    E todos que são Mangueira
    Têm o seu nome a zelar

    Sou mangueirense
    Com muita dedicação
    Tenho as cores da Mangueira
    No meu coração
    Seu verde e rosa
    É a cor tradicional
    Salve salve a Mangueira
    E o seu carnaval

  17. Linguagem do morro

    (Padeirinho e Ferreira dos Santos; por João Nogueira)

    Tudo lá no morro é diferente
    Daquela gente não se pode duvidar
    Começando pelo samba quente
    Que até um inocente
    Sabe o que é sambar
    Outro fato muito importante
    E também interessante
    É a linguagem de lá
    Baile lá no morro é fandango
    Nome de carro é carango
    Discussão é bafafá
    Briga de uns e outros
    Dizem que é burburim
    Velório no morro é gurufim
    Erro lá no morro chamam de vacilação
    Grupo do cachorro em dinheiro é um cão
    Papagaio é rádio
    Grinfa é mulher
    Nome de otário é Zé Mané

  18. Já curei a minha dor

    (Padeirinho; por Candeia)

    Já curei
    Minha dor
    Hoje sou feliz
    Graças a Deus me sinto bem
    Tenho um grande amor
    Correspondido por alguém
    Já não sou
    Aquele homem sofredor
    Pelo amor de Deus
    Não vem falar do meu passado
    Hoje sou um homem realizado
    Tenho um grande amor
    Correspondido até demais
    Só peço por favor
    Me deixa em paz
    Me deixa em paz

  19. Distância

    (Padeirinho; por Mestre Birinha)

    O tempo só me traz lembranças
    Fazendo eu me recordar
    Daqueles tempos de infância
    Que agora é distância
    Como o além mar

    O tempo que ficou para trás
    Foi o que já passou, não volta mais
    Longa é a distância da minha mocidade
    O tempo como herança só deixou saudade

  20. O grande presidente

    (Padeirinho; por Marçal)

    No ano de mil oitocentos e oitenta e três
    No dia dezenove de Abril
    Nascia Getúlio Dorneles Vargas
    Que mais tarde seria o governo do nosso Brasil
    Ele foi eleito deputado
    Para defender as causas do nosso país
    E na revolução de trinta ele aqui chegava
    Como substituto de Washington Luis
    E no ano de mil novecentos e trinta pra cá
    Foi ele o presidente mais popular
    Sempre em contacto com o povo
    Construindo um Brasil novo
    Trabalhando sem cessar
    Como prova em Volta Redonda, cidade do aço
    Existe a grande siderúrgica nacional
    Que tem o seu nome elevado
    No grande espaço
    Na sua evolução industrial
    Candeias, a cidade petroleira
    Trabalha para o progresso fabril
    Orgulho da indústria brasileira
    Na história do petróleo no Brasil

    Salve o estadista
    Idealista e realizador
    Getúlio Vargas
    O grande presidente de valor

Pesquisa: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira



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20 Comentários para o post “Padeirinho – Biografia”

 

 

  1. Elmo Evangelista disse:

    Grande Mestre,

    Conheci Pandeirinho através do tb grande Albino Pinheiro, excelente compositor e um ótimo amigo.

  2. loriano disse:

    questa musica sono documenti storici.ascoltadoli sono veramente terapeutici.vi ringrazio molto di darmi la possibilità di conoscerli.

  3. Ederson Antonio de Morais disse:

    Meu deus que tesouro vcs tem no site nosso parabens agora posso tirar estas musicas no meu cavaco e cantar par o pessoal mais velho obrigado gente amo samba de raiz

  4. Mabel Zattera disse:

    Post de grande utilidade pública...
    Que beleza!!!
    parabéns pelo espaço!

    saudações chorosas,Mabel.

  5. Alvaro feijo disse:

    Tive a oportunidade de conhecer e me tornar amigo dos filhos deste grande mestre do samba.Contudo conheci de fato a sua obra, realmente padeirinho era inigualavel na arte de compor as verdades do morro.Parabens BIRINHA,BIRA SHOW o velho era o cara. Abraçao ; Alvaro Gaucho

  6. Reny disse:

    Parabens pelo site! Dando vida aos grandes nomes do samba, que sempre estarao com agente! parabens!

  7. alexandre disse:

    parabens assim possamos aprender mas um pouco dos bons sambas

  8. fabio disse:

    assim como o samba o nome de padeirinho vivera para sempre
    vive o samba verdadeiro.

  9. tico disse:

    Otimo site sobre samba, Ouvindo a biografia de Padeirinho, me deparei com a faixa 23, voce poderia arrumar os dados sobre a musica: Cantora: Elza Soares e a imagem do disco esta aqui:http://www.discosdobrasil.com.br/discosdobrasil/consulta/detalhe.php?Id_Disco=DI04343

    pois tenho esse disco.

  10. marcio disse:

    Esse é o verdadeiro poeta do morro.
    obrigado padeirinho por essas obras primas.
    esteja em paz!

  11. Adilson do Cavaco Aulas 2011 disse:

    Aulas de Cavaquinho, Banjo & Violão Via Internet 2011
    http://www.adilsondocavacoaulasvianet.com/
    basta acessar este site,
    nele você encontrará tudo
    sobre o funcionamento das aulas, e sobre mim tambem ...
    c/depoimentos e links p/ vídeos,etc
    Att,
    Adilson do Cavaco
    MSN:adilsondocavacoaulas@hotmail.com * Skype: adilsondocavacoaulasvianet

  12. floriano silva disse:

    Meus respeitos aos grandes mestres e suas obras, empunho a bandeira e sigo repassando o que aprendi e aprendo, muita luz a todos.

  13. cara de sapo disse:

    bom muito bom bom pa carai

  14. Marco Antonio Pereira disse:

    Muito legal a gente perceber que em meio a tanta mediocridade presente nos meios de comunicação, a gente consegue encontrar um Oázis como esse. Pessoas que nos honraram com tantos sambas lindos, merecem estar no panteão daqueles que são verdaeiros Orixas da cultura popular.
    Axé !!!

  15. Edgar da Cuíca disse:

    A cada minutos e segundos da minha vida eu observo com muita alegria e prazer a existencia de pessoas que se preocupam em manter viva em nossa memória nomes e composições históricas de pessoas como Cartola, Padeirinho, Zé Keti, e muitos outros. E ainda, nos dando o privilégio de ouvir as vozes como por exemplo as vozes de Xangô da Mangueira e Jorge Zagaia em Diretor de Harmonia, é demais. Agradeço a Deus pela existência de pessoas com tão abençoada disposição. E, por favor não parem, nossos netos e bisnetos, no seus devidos tempos, com certeza irão também desejar ouvir e curtir estas obras primas.
    GUERREIROS PARABÉNS.

  16. ary marcos disse:

    Muito Bom meu camarada. Fico feliz em saber que o samba e a boa musica conta com pessoas como nós que faz o diabo pra divulgar e perpetuar a nossa cultura na sua forma mais auutêntica e pura.
    No que precisar conte comigo
    Grande abraço

  17. Lucas disse:

    Grande site. Apenas uma observação que eu reparei ao ouvir a música e pude confirmar. A faixa 12. Decepção de um Amor, na verdade se chama decepção de um autor.

    Att.
    Lucas Barbosa

  18. cal mangueirence disse:

    samba e a minha vida coisas em comum pra meu ouvido e coração muito obrigado por me colocar com a realidade e o passado muito bom , samais vou deixar o samba morrer

  19. viviane disse:

    Muitissimo bom! Impressionante!

 

 

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