Postagens que contém sambas do Compositor ou da Escola de Samba: Dominguinhos do Estácio


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O meu sonho de ser feliz, vem de lá sou Imperatriz…

 

Nesse post publiquei uma playlist contendo os 8 sambas-de-enredo com os quais Imperatriz Leopoldinense sagrou-se CAMPEÃ DO CARNAVAL (Grupo Especial). Anos: 1980, 1981, 1989, 1994, 1995, 1999, 2000 e 2001.

Além dos aúdios dos sambas, suas respectivas letras e fotos dos defiles. Lembrando que as fotos são oriundas do Site Imperatriz do Samba.

Pavilhão da Imperatriz Leopoldinense
Pavilhão da Imperatriz Leopoldinense

  • 1980 - O que que a Bahia Tem
  • 1981 - O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)
  • 1989 - Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!
  • 1994 - Catarina de Médicis na corte dos Tupinambos e Tabajeres
  • 1995 - Mais vale um jegue que me carregue do que um camelo que me derrube… Lá no Ceará!
  • 1999 - Brasil, mostra a sua cara em… Theatrum Rerum Naturaliun Brasiliae
  • 2000 - Quem descobriu o Brasil, foi seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do carnaval
  • 2001 - Cana-caiana, cana roxa,cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco… Quero vê descê o suco na pancada do ganzá!

 

  • 1980 - O que que a Bahia Tem

    (de: Darcy Nascimento e Dominguinhos do Estácio por: Dominguinhos do Estácio)

    Reluzente como a luz do dia
    Bela e formosa como as ondas do mar
    Encantadora e feliz
    Chega a Imperatriz
    Fazendo o povo vibrar
    Ê Bahia
    Vou cantá-la nos meus versos (vou cantar)
    Teu passado glorioso
    Teu presente já famoso
    E o futuro Deus dirá
    Pega na barra da saia
    Vamos rodar
    Lá, laiá, lá, laiá, lá, laiá
    Lá, laiá, lá, laiá, laiá
    (Ê Bahia...)
    Bahia terra da magia
    Da feitiçaria e do candomblé

    Caô, meu pai Caô
    Caô, meu pai Xangô

    Que coisa linda ver
    O ritual do lava-pés
    A lavagem do átrio e as catedrais
    E o pregoeiro a dizer:

    Quem vai querer?
    Quem vai querer?
    Fubá de castanha
    Pé-de-moleque, dendê

    Carnaval 1980
    Carnaval 1980

  • 1981 - O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)

    (de: Gibi, Serjão e Zé Catimba por: Dominguinhos do Estácio)

    Neste palco iluminado
    Só dá lalá
    És presente imortal
    Só dá lalá
    Nossa escola se encanta
    O povão se agiganta
    É dono do carnaval

    Lá lá lalá Lamartine
    Lá lá lalá Lamartine
    Em teu cabelo não nega
    Um grande amor se apega
    Musa divinal

    Eu vou embora
    Vou no trem da alegria
    Ser feliz um dia
    Todo dia é dia

    Linda morena
    Com serpentinas enrolando foliões
    Dominós e colombinas
    Envolvendo corações
    Quem dera
    Que a vida fosse assim
    Sonhar, sorrir
    Cantar, sambar
    E nunca mais ter fim

    Carnaval 1981
    Carnaval 1981

  • 1989 - Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!

    (de: Jurandir, Niltinho Tristeza, Preto Jóia e Vicentinho por: Dominguinhos do Estácio)

    Liberdade!, Liberdade!
    Abre as asas sobre nós
    E que a voz da igualdade
    Seja sempre a nossa voz (mas eu digo que vem)
    Vem, vem reviver comigo amor
    O centenário em poesia
    Nesta pátria mãe querida

    O império decadente, muito rico incoerente
    Era fidalguia e por isso que surgem
    Surgem os tamborins, vem emoção
    A bateria vem, no pique da canção
    E a nobreza enfeita o luxo do salão (vem viver)
    Vem viver o sonho que sonhei
    Ao longe faz-se ouvir
    Tem verde e branco por aí
    Brilhando na Sapucaí e da guerra
    Da guerra nunca mais
    Esqueceremos do patrono, o duque imortal
    A imigração floriu, de cultura o Brasil
    A música encanta, e o povo canta assim (e da princesa)
    Pra Isabel a heroína, que assinou a lei divina
    Negro dançou, comemorou, o fim da sina
    Na noite triste e reluzente
    Com a bravura, finalmente
    O Marechal que proclamou foi presidente

    Liberdade, Liberdade!
    Abre as asas sobre nós
    E que a voz da igualdade
    Seja sempre a nossa voz

    Carnaval 1989
    Carnaval 1989

  • 1994 - Catarina de Médicis na corte dos Tupinambos e Tabajeres

    (de: Alexandre da Imperatriz, Alvinho, Aranha e Márcio André por: Preto Jóia)

    Hoje, vou colorir toda a cidade
    De alma pintada eu vou
    Sou da corte a fantasia
    Trago o "novo mundo" de esplendor
    A magia da floresta levei
    Enfeitando esta festa cheguei
    Puro na emoção, simples na paixão
    Sonho e poesia em Ruão

    Mon amour c'est si beau!
    Esse jogo, essa dança
    Tabajer, Tupnambôs

    E lá nas margens do Sena
    O Brasil a imagem
    De nudez e coragem
    Índios marujos, enfim
    Misturavam-se assim
    Na mais linda paisagem
    E a platéia no bis
    Com a Imperatriz a delirar
    Na França o bom selvagem
    Deu o tom de igualdade
    Fraternité, liberté

    Sou índio, sou forte
    Sou filho da sorte, sou natural
    Sou guerreiro
    Sou a luz da liberdade, carnaval

    Carnaval 1994
    Carnaval 1994

  • 1995 - Mais vale um jegue que me carregue do que um camelo que me derrube… Lá no Ceará!

    (de: César Som Livre, Eduardo Medrado, João Estevam e Waltinho Honorato por: Preto Jóia)

    Ecoam pelo ar
    Estórias de tesouros escondidos
    Sou poeta da canção
    E embarco nesse sonho encantado
    Vou com destino ao Ceará
    Em busca de um novo Eldorado
    (Eu levo) Levo comigo a ciência
    Do país a sapiência
    Tudo eu quero relatar
    Nessa expedição bem brasileira
    Chegam mouros e camelos
    Não precisa se assustar

    Balançou, não deu certo não
    Pois não passou de ilusão
    Eles trouxeram o balanço do deserto
    Mas não é o gingado certo
    Pra cruzar o nosso chão

    O jegue escondido na história
    Ajuda o sertanejo a tocar seu dia-a-dia
    Trabalha, ara a terra sob o sol
    E leva o fardo pesado
    De um povo sofredor

    Mais vale a simplicidade
    A buscar mil novidades
    E criar complicação
    Esquecendo o bom e o útil
    Renegar o que é nosso
    Gera insatisfação
    O sertão não é só lamento
    Meu momento é aqui
    Faço a festa e lavo a alma
    Hoje na Sapucaí

    Carnaval 1995
    Carnaval 1995

  • 1999 - Brasil, mostra a sua cara em… Theatrum Rerum Naturaliun Brasiliae

    Após a ousadia do ano anterior, quando apresentou o enredo futurista Quase no ano 2000, a Imperatriz investiu novamente em um tema histórico, versando, desta vez, sobre a expedição holandesa comandada por Maurício de Nassau que trouxe diversos artistas e cientistas, que acabaram deixando marcas importantes em Recife e no Brasil, além de terem estudado a fauna e a flora brasileira. Os resultados foram publicados em diversos volumes intitulados Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae (Teatro com as coisas naturais do Brasil). A originalidade das fantasias e alegorias, misturando a iconografia seiscentista com elementos do folclore brasileiro, foi acentuada pela irreverência e bom humor característicos de sua carnavalesca, Rosa Magalhães.

    (de: César Som Livre, Eduardo Medrado, João Estevam e Waltinho Honorato por: Preto Jóia)

    Ela, a Imperatriz na passarela
    É samba, é arte, é linda tela
    Vem colorindo o carnaval
    Sonhava Nassau
    Com uma Holanda tropical, Nassau
    E nesse sonho ele então pediu
    Quero te ver, Brasil (Quero te ver, Brasil)

    Brasil, mostra a sua cara
    Sua beleza em forma rara
    Esse seu jeito de viver (Quero te ver, Brasil)

    Artistas pintando flores, florestas
    Retratam paisagens em festa... E animais
    Homens felizes vivendo nas matas
    Imagens do meu país
    As obras são imortais
    O tempo não apagou
    E a mão do destino traz
    Envolvidas em jóias musicais
    Nobreza, beleza
    Tem arte nesse teu cantar
    Quem ouve logo diz
    Meu sonho é ser feliz
    Pra sempre e sempre mais

    O samba é raiz
    Se raiz é história
    Bate forte bateria
    No balanço, na alegria
    Da Imperatriz

    Carnaval 1999
    Carnaval 1999

  • 2000 - Quem descobriu o Brasil, foi seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do carnaval

    A Imperatriz Leopoldinense é bicampeã do carnaval pela terceira vez, fato inédito no Sambódromo. Desde a comissão de frente, que formava a caravela de Pedro Álvares Cabral até os carros luxuosos e criativos, passando pelas fantasias minuciosas das alas, a Imperatriz contou na avenida a história da viagem que levou Cabral a descobrir o Brasil. A carnavalesca Rosa Magalhães usou o dourado ao lado de cores fortes, como lilas, rosa-choque e vermelho, principalmente nos primeiros carros que fizeram referências ao comércio de Portugal com a Ásia e a África. O último setor da escola, representando o carnaval brasileiro nas cores tradicionais da escola - verde, dourado e amarelo - era fechado por uma escultura representando Lamartine Babo, autor da marchinha que deu nome ao enredo. O famoso compositor carioca - que "desfilava" pela segunda vez na escola (a primeira vez foi em 1981, quando foi homenageado no enredo O teu cabelo não nega) foi considerado um verdadeiro talismã.

    (de: Amaurizão, Chopinho, Guga, Marquinhos Lessa e Tuninho Professor por: Paulinho Mocidade)

    Terra à vista!
    O grito de conquista do descobridor
    A ordem do rei é navegar
    E monopolizar riquezas de além-mar
    Partiram caravelas de Lisboa
    Com o desejo de comercializar
    As especiarias da Índia
    E o ouro da África
    Mas, depois, o rumo se modificou
    Olhos no horizonte, um sinal surgiu
    Em 22 de abril, quando ele avistou
    Se encantou

    Tão linda, tão bela!
    Paraíso tropical
    Foi seu Cabral quem descobriu o Brasil
    Dois meses depois do carnaval

    Terra... abençoada de encantos mil
    De Vera Cruz, de Santa Cruz... Brasil
    Iluminada é a nossa terra
    O branco, o negro e o índio
    No encontro, a origem da nação
    E hoje, a minha escola é toda raça
    Convida a "massa" e conta a nossa história
    São 500 anos vivos na memória
    De luta, esperança, amor e paz

    Eu quero é mais
    Viver feliz, oi
    Sambando com a Imperatriz

    Carnaval 2000
    Carnaval 2000

  • 2001 - Cana-caiana, cana roxa,cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco… Quero vê descê o suco na pancada do ganzá!

    Com um desfile impecável, a Imperatriz Leopoldinense torna-se a primeira tricampeã da era Sambódromo e do novo século. A qualidade das alegorias e a originalidade e malícia do enredo sobre a cana (que terminaria numa homenagem inesquecível ao compositor mangueirense Carlos Cachaça), associados ao samba de forte apelo popular que empolgou a escola, foram a receita para o sucesso. A fantasia da bateria, representando um grande canavial, impressionou pela beleza.

    (de: Guga, Marquinhos Lessa e Tuninho Professor por: Paulinho Mocidade)

    Cana-caiana,
    A cultura que o árabe propagou
    Apesar dos cruzados plantarem,
    A cana na Europa não vingou
    Mas conta a história que em Veneza
    O açúcar foi pra mesa da nobreza
    Virou negócio no Brasil, trazida de além-mar
    E, nesta terra, o que se planta dá
    Gira o engenho pra sinhô, Bahia faz girar
    E, em Pernambuco, o escravo vai cantar

    (Quero vê)
    Quero vê descê o suco até melá
    Na pancada doce do ganzá

    Pinga...
    Olha a cana virando aguardente
    No mercado do ouro atraente
    Paraty espalhou a bebida
    Pra garimpar, birita tem
    Na Inconfidência foi preferida
    Pra festejar, o que é que tem?
    Tem Carlos Cachaça, não leve a mal
    Taí verde-e-rosa em meu carnaval
    (vem provar minha cachaça)

    Vem provar minha cachaça, amor ôôôô
    O sabor é verde-e-branco
    Passa a régua e dá pro santo
    Que a Imperatriz chegou

    Carnaval 2001
    Carnaval 2001


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