Postagens que contém sambas do Compositor ou da Escola de Samba: Cláudio Jorge


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Élton Medeiros – Biografia

 

Élton Antônio Medeiros, nascido no Bairro da Glória, na cidade do Rio de Janeiro em 22 de julho de 1930, aos sete anos mudou-se com a família para o subúrbio de Brás de Pina. É respeitado por várias gerações da Música Popular Brasileira, o talentoso compositor de melodias e letras que sempre se destacaram pela sofisticação e simplicidade, além de cantor de marca própria, Élton Medeiros sempre soube honrar a sua nobre descendência negra e o seu nome está sempre associado a diversos movimentos de renovação, preservação e divulgação da cultura popular, como o famoso ZICARTOLA, concorrido restaurante da década de 60, um dos principais redutos de resistência política e cultural, do qual ele tem a honra de ter sido um dos seus iniciadores. Liderado pelo Mestre Cartola e sua companheira, Zica, o ZICARTOLA reunia, no palco, expoentes da nossa música como, Zé Kéti, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus, Paulinho da Viola, entre muitos outros.

Élton Medeiros
Élton Medeiros

Clássicos de Élton Medeiros é o que não falta: “O sol nascerá”, “Pressentimento”, “Mascarada”, “Recomeçar” etc…. Poderia criar várias “Playlists” tamanho é a qualidade da obra deste Mestre. Resolvi então criar a Playlist abaixo, com sambas, digamos assim, “não tão conhecidos”, sem contudo perder a genialidade deste sambista memorável. Lembrando que no site, existem muitos mais sambas de Élton publicados. Para achá-los, use a Busca Interna.

  1. Ame (Élton Medeiros e Paulinho da Viola; por: Élton Medeiros e Paulinho da Viola)
  2. Injúria (Cartola e Élton Medeiros; por: Conjunto A Voz do Morro)
  3. A maioria sem nenhum (Élton Medeiros e Mauro Duarte; por: Gallotti)
  4. Coisas simples (Claúdio Jorge e Élton Medeiros: por: Cláudio Jorge)
  5. Sorri (Élton Medeiros e Zé Kèti; por: Teresa Cristina)
  6. Sofreguidão (Cartola e Élton Medeiros; por: Leci Brandão)
  7. Quatro crioulos (Élton Medeiros e Joacyr Santana; por: Élton Medeiros)
  8. Meu viver (Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho e Kléber Santos; por: Élton Medeiros)
  9. Meu sapato já furou (Élton Medeiros e Mauro Duarte; por: Pedro Miranda)
  10. Folhas no ar (Élton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho; por: Élton Medeiros)
  11. A ponte (Élton Medeiros e Paulo César Pinheiro; por: Zeca Pagodinho)
  12. Estrela (Eduardo Gudin, Élton Medeiros e Roberto Riberti; por: Élton Medeiros)

Apesar de graduado como Administrador de Empresas pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro – profissão que exerce até hoje – Élton nunca se desligou de duas das maiores paixões, a música e a cultura brasileira, de um modo geral. Seu nome figura em inúmeras parcerias com expressivos autores da MPB, tais como: Cartola, Zé Kéti, Paulinho da Viola, Hermínio Bello de Carvalho, Mauro Duarte, Mauricio Tapajós, Paulo César Pinheiro, Paulo Vanzolini, Eduardo Gudim, Sérgio Ricardo, Ana Terra, Regina Werneck, Délcio Carvalho, Tom Zé, entre outros.

Ex-trombonista, ex-baterista e ex-percurssionista, sua formação é eclética: de integrante entusiasmado de um dos corais infantis criados por Villa Lobos, que não perdia um Concerto de Domingo da Orquestra Sinfônica Brasileira, no antigo cinema Rex, a freqüentador assíduo de bailes e gafieira seja como dançarino animado ou instrumentista e cantor durante a juventude, ele absorveu todas as influências com naturalidade.

Élton Medeiros
Élton Medeiros

Discografia Solo

 

Fundador de três Escolas de Samba: GRES Tupi de Brás de Pina (final dos anos 40), GRES Unidos de Lucas, resultado da fusão do GRES Aprendizes de Lucas e GRES Unidos da Capela (em 67) e GRAN Quilombo, já nos anos 70, ao lado de Paulinho da Viola, seu “irmão musical” e dezenas de companheiros como Candeia, Martinho da Vila, Juarez Barroso, Monarco, Leonilda e outros mais. Um de seus maiores orgulhos é ser um dos padrinhos da Ala dos Compositores da Portela.

Incentivado pelo seu irmão Aquiles fez a primeira música, um samba, aos 8 anos de idade. Como se isso apenas não bastasse, ele teve o privilégio, na escola pública de participar de um dos vários corais supervisionados pelo maestro Heitor Villa Lobos. Iniciou a sua carreira profissional como compositor no ano de 1958, quando o cantor Jamelão, acompanhado da Orquestra Tabajara, gravou o seu samba “FALTA DE QUEDA”, em parceria com Ari Valério, no LP “O SAMBA É BOM ASSIM” da Gravadora Continental.


Élton Medeiros no Metrópolis, programa da Tv Cultura

Como autor de samba-enredo atingiu a consagração como co-autor de “Exaltação a São Paulo” – feito, em parceria com Joacir Santana e Sebastião Pinheiro, em 1954 para a Escola de Samba Aprendizes de Lucas. O maestro Radamés Gnatalli profundamente entusiasmado com a originalidade de sua elaboração fez arranjo para o samba dentro de uma concepção sinfônica para 40 músicos acompanhados de percussão de dez caixas de fósforo.

Élton Medeiros é para uma certa elite, uma espécie de intelectual do samba e o seu prestígio como sambista também lhe rendeu expressiva participação na primeira formação do Conjunto A Voz do Morro, a convite de Zé Kéti e, também, integrado por Cartola, Nelson Cavaquinho, Armando Santos, Ventura da Portela, Nuno Veloso e muitos outros sambistas renomados.

Élton Medeiros
Élton Medeiros

Em dezembro/2001, Élton Medeiros recebeu o PRÊMIO SHELL DE MÚSICA BRASILEIRA no Canecão – Rio de Janeiro. Nessa ocasião foi realizado um grande espetáculo com Élton Medeiros e as participações de: Paulinho da Viola, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho, Elza Soares, Velha Guarda da Portela, coro e orquestra, dirigidos pelo maestro Cristóvão Bastos, responsável pela direção musical, arranjos e regência do show. A direção geral do evento foi de Paulinho Albuquerque.

Élton Medeiros é um dos que muito têm contribuído para o fortalecimento da cultura popular brasileira. Ele tem a abordagem exata. Com certeza, poderá participar da elaboração de uma profunda reflexão sobre o atual momento de criação e contribuir em qualquer projeto que tenha como meta à proposta de novos caminhos e a reavaliação dos parâmetros que norteiam a nossa cultura, sem violentar os seus fundamentos.

Nota: Baseada na biografia escrita por Eva Spitz

 

  1. Ame

    (Élton Medeiros e Paulinho da Viola; por: Élton Medeiros e Paulinho da Viola)

    Letra

  2. Injúria

    (Cartola e Élton Medeiros; por: Conjunto A Voz do Morro)

    Letra

  3. A maioria sem nenhum

    (Élton Medeiros e Mauro Duarte; por: Gallotti)

    Letra

  4. Coisas simples

    (Cláudio Jorge e Élton Medeiros; por: Cláudio Jorge)

    Letra

  5. Sorri

    (Élton Medeiros e Zé Kèti; por: Teresa Cristina)

    Letra

  6. Sofreguidão

    (Cartola e Élton Medeiros; por: Leci Brandão)

    Letra

  7. Quatro crioulos

    (Élton Medeiros e Joacyr Santana; por: Élton Medeiros)

    Letra

  8. Meu viver

    (Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho e Kléber Santos; por: Élton Medeiros)

    Letra

  9. Meu sapato já furou

    (Élton Medeiros e Mauro Duarte; por: Pedro Miranda)

    Letra

  10. Folhas no ar

    (Élton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho; por: Élton Medeiros)

    Letra

  11. A ponte

    (Élton Medeiros e Paulo César Pinheiro; por: Zeca Pagodinho)

    Letra

  12. Estrela

    (Eduardo Gudin, Élton Medeiros e Roberto Riberti; por: Élton Medeiros)

    Letra


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