Postagens que contém sambas do Compositor ou da Escola de Samba: Bira da Vila


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Bira da Vila

 

CASA LIMA BARRETO – REUNIÃO DE JULHO COM BIRA DA VILA

Casa Lima Barreto - Reunião Julho
Casa Lima Barreto – Reunião Julho

Ouça o samba: Sem embaraço (de Bira da Vila, Ubirací e Ubiratan, por Bira da Vila)

 

SAMBA A MODA ANTIGA

Samba a moda antiga
Samba a moda antiga – MAPA

Na falta de um samba mais tradicional, eu e alguns compositores decidimos nos reunir como os compositores que hoje veneramos se reuniam a tempo atrás.

A intenção é criar a partir do dia 02/07/2011 as 14:00 horas uma vez por mês uma relação mais intimista com as pessoas que são amantes do bom samba, sem microfones ligados sem caixas de som, tudo acústico, onde a grande intenção é nos reunir com nossos amigos para tomar uma cerveja, cantar clássicos dos nossos mestres mas também compartilhar com os amantes do bom samba, sambas inéditos do jeito que se fazia no passado, letras distribuídas e os amigos cantando junto. Um encontro onde terá, uma cerveja gelada, uma comida gostosa e você cantando com a gente sambas consagrados e sambas novos feito por nós.

SERVIÇO:

Onde: CCOB ( Centro Cultural Otavio Brandão)
Rua, Miguel Angelo, 120 (Maria da Graça)
Contribuição de: R$ 5,00 (Cinco Reais)

 

Release

O cantor e compositor Ubirajara Silva de Souza, conhecido artisticamente como Bira da Vila, nasceu em 08 de janeiro de 1963, na Vila São Luiz – Duque de Caxias (RJ). E ganhou o nome artístico após ingressar na ala dos compositores da escola de samba Acadêmicos do Grande-Rio (1986), quando passou a ser chamado de Bira da Vila São Luiz. Filho de uma família tipicamente brasileira teve, na figura do pai, o grande inspirador de sua carreira artística. Seu Jair, também conhecido como “Neblina”, foi sambista, versador de partido alto, passista, e ritmista da escola de samba “Cartolinha de Caxias”. Ele não só o inspirou artisticamente como também foi fonte de inspiração para seu primeiro samba. Observando os quase dois metros de altura e o andar gingado de malandro do pai Bira da Vila compôs, aos 14 anos, o samba “O Malandrinho”.

Bira da Vila
Bira da Vila

Sambista precoce, foi o mais jovem integrante da primeira roda de samba de Caxias. A roda foi criada em 1979 e era realizada no bar do Zezinho, em frente ao Clube Recreativo Caxiense. Preocupado em manter as raízes do samba, Bira sempre cantava músicas dos mestres Candeia, Monarco, Cartola, Beto-sem-braço, Dona Ivone Lara, Roberto Ribeiro, Paulinho da Viola, Martinho da Vila dentre outros ícones do samba. Seu objetivo sempre foi valorizar o samba de raiz.

Ouça o samba: Então leva (de Bira da Vila e Luiz Carlos da Vila, por Zeca Pagodinho)

Bira da Vila se considera um artista privilegiado por ter, coincidentemente, o mesmo sobrenome de seu maior ídolo e padrinho artístico Luiz Carlos da Vila. O poeta do samba é seu maior incentivador. E desse reconhecimento de valor artístico recíproco, nasceu uma real amizade e parceria musical. Embora tenha composto seu primeiro samba no final da década de 70, sua carreira autoral iniciou em 1993, quando Jovelina Pérola Negra, a diva do samba carioca, gravou o samba “Sorriso de Banjo”.

Bira da Vila
Bira da Vila

Em 19 de agosto de 1998 é levado por Luiz Carlos a estrear, com músicas autorais, no show “Nova Matriz”. O show lotou o Teatro da Praia, em Copacabana. Esse show foi de extrema importância e porta de entrada para a carreira artística. Desde então Bira da Vila faz shows nas principais casas de samba do Rio e São Paulo, e nos principais eventos de música do Rio de Janeiro como Reveillon, pré-carnavalescos, shows de carnaval do Terreirão do Samba, carnaval da Lapa etc… Mas sua maior emoção e satisfação foi cantar na praia do Arpoador com Luiz Carlos da Vila, Monarco, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Walter Alfaiate e Wilson das Neves. Em fim, com verdadeiros bambas do samba carioca. Além de cantar ao lado desses mestres, esta oportunidade lhe deu a honra e o privilégio de integrar a elite do samba de raiz.


Valeu. Samba de Bira da Vila para homenagear Luiz Carlos da Vila

Principais shows:

Além dos Reveillons, pré-carnavalescos, shows de carnaval da Lapa etc… Bira:

  • Fez show no Teatro Municipal de Niterói pelo projeto “Clássicos do Samba”: a primeira ao lado de Wilson Moreira, em 1999; e a segunda ao lado de Serginho Merití (2001), com o qual já compôs vários sambas;
  • Em 2003: show pelo “Projeto Aquarela do Samba”, com Ernesto Pires e Luiz Carlos da Vila, na Lona Cultural de Guadalupe(RJ);
  • Em 2005: show “Retrato do Povo”, Teatro Gláucio Gil (RJ);
  • Em 2007: show “Da Boca Pra Fora”, no Teatro Raul Cortez (RJ);
  • comandou de maio a agosto de 2008 a roda “Conversa de Samba”, no Bar e Restaurante CBF (Praça Tiradentes, 83- Centro-RJ),
  • comanda atualmente, de 15 em 15 dias, a roda “Conversa de Samba” no Bistrô Conexão Brasil(Rua José Verissimo, 173-Centro-Duque de Caxias – RJ).

Em 2002, em parceria com Riko Dorilêo, compôs “Ventos da Liberdade”, cujo tema foi a libertação de Angola. Essa música é considerada pelos angolanos o hino da libertação de Angola e é tocada, até hoje, nas 23 rádios oficiais do país. Em 29 de agosto de 2005 é convidado por Moacyr Luz a fazer participação especial da gravação, ao vivo, do CD e DVD “Renascença Samba Clube (Samba do Trabalhador)”. Sua música “O daqui, o dalí e o de lá” é uma das mais vendidas na internet.

Bira da Vila
Bira da Vila

Bira também é citado no Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira, na biografia de Zeca Pagodinho, e no livro Heranças do Samba (Aldir Blanc, Hugo Sukman e Luis Fernando Vianna).

Mais a grande novidade de 2008 é a gravação do primeiro CD de Bira da Vila. “O Canto da Baixada”, que reuni sambas de sua autoria e de outros compositores da Baixada Fluminense. Beth Carvalho faz participação especial no samba “O daqui, o dali e o de lá”. Outra surpresa e motivo de muita alegria para Bira é ter a música “Então leva”, feita em parceria com Luiz Carlos da Vila, gravada por Zeca Pagodinho. Ela está no CD “Uma prova de amor”, que o cantor lançou no segundo semestre de 2008.


Entrevista com cantor e compositor Bira da Vila, feita em fevereiro de 2011, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.

Bira da Vila
Bira da Vila

Além de respeitado no mundo do samba, Bira da Vila é considerado pelos grandes bambas o principal representante da nova geração do samba de raiz. O cantor e compositor é também um dos poucos sambistas que conhece profundamente a história do samba.

Contatos

show: (55+21) 8212-3106 ou 8565-9318
e-mail: ronimachado@gmail.com
MySpace de Bira da Vila.

 

Texto de Bira da Vila publicado na décima primeira edição da revista “PILARES DA HISTÓRIA” de publicação anual do INSTITUTO HISTÓRICO de DUQUE DE CAXIAS:

O Samba: Arte da Baixada

Quando convidado a escrever este artigo, confesso que senti um misto de emoção e orgulho. Emoção por escrever para uma revista onde tantas pessoas importantes da nossa cidade postaram relatos de tamanha importância sobre si mesmos ou sobre a história do nosso lugar, e orgulho por poder contribuir contando um pouco da minha vida pessoal e artística.

Tem horas que penso que foi um sonho, há momentos que acho que foi fruto da minha imaginação, mas quanto mais estudo sobre a doutrina espiritualista me convenço que pode ter sido real. Um dia me deparo com a lembrança de um lugar onde uma pessoa me mostrava várias famílias em seus habitat, para que eu escolhesse entra elas de qual eu seria membro. Em cada uma, eu teria uma qualidade de vida: em uma família eu teria conforto, mas não teria muita atenção; em outra, teria riquezas, mas ia conviver com brigas e disputas por bens materiais; enfim, todas as famílias mostradas tinham os prós e os contras. Então, vejo uma família muito pobre e sobre ela, nenhum comentário, e pergunto: e essa família? Essa família não tem dinheiro, não tem móveis bonitos não tem nome importante, nem muita instrução, mas tem amor, carinho, honestidade e tudo que alguém precisa para se tornar um bom ser humano. Contudo, devo dizer que, em qualquer família que você escolher viver, vai ter que superar as dificuldades para crescer, vai ter que lutar muito para vencer, porque a missão é crescer como pessoa e como espírito. Bem, se for para crescer, então escolho aquela família mais humilde, mas com uma condição. A pessoa olha para mim meio preocupada e diz. Qual? Eu não quero ficar doente, vou suportar e superar qualquer dificuldade, mas não quero mais ficar doente. A pessoa sorri docemente, dá as costas e vai embora.

Bernardina e Noé da Silva, pais de minha mãe, eram negros. Vieram de Cantagalo, divisa entre Rio e Minas Gerais, já libertos e sem ter para onde ir, viveram ainda muitos anos na fazenda onde seus pais passaram parte da vida como escravos, e só saíram quando foram despejados. Não podendo mais explorar a mão de obra escrava, os fazendeiros, sem indenização ou remuneração, enxotaram como animais todos os negros de suas fazendas e meus avôs estavam entre esses. Saíram sem rumo, vindo, no início da década de 1940, ocupar um terreno na rua, Santo Antonio, na Vila São Luiz, em Duque de Caxias. De meus avós paternos, o que conheço é muito pouco e foi contado por meu pai; Sei apenas que, meu avô, um português chamado Antonio Pereira de Souza, era um homem muito duro com os filhos, um exímio sanfoneiro, casado com minha avó Elidia, que era índia.

Posso dizer que sou fruto dessa miscigenação que é a fórmula do povo brasileiro, pois trago em mim o sangue desbravador dos europeus por parte do meu avô Antônio; a espiritualidade e paciência, do lado índio de minha avó Elidia; e, a inteligência, resistência e perseverança que vem do sangue negro dos meus avós maternos.

Um conselho precioso me foi dado aos oito ou nove anos por minha avó Filinha, era como chamávamos a mãe de minha mãe: “Birinha, você é negro meu filho e terá que ter orgulho da sua negritude para no futuro não ter problemas, tem algumas pessoas que acham que somos inferiores e a única forma de você se defender é conhecendo a sua origem e os seus direitos como cidadão, e só descobrimos os nossos direitos estudando, adquirindo conhecimento; se os seus pais não tem dinheiro para comprar material escolar para você ir a escola, então vá a biblioteca pública, lá estão todos os livros que vão te ajudar na escola e na vida”.

E foi essa preta velha, que depois descobri ser a única pessoa que sabia ler e escrever corretamente na nossa família, o que era comum para negros que prestavam serviços dentro das casas grandes desde criança, foi ela quem ensinou minha mãe e minhas tias a ler o pouco que sabiam, e foi inspirado nela que hoje sou o que sou. Com a morte precoce de minha mãe descobri que a única coisa que me consolava era cantar. Cantar era o remédio que amenizava a saudade que sentia dela, quando percebi, já fazia parte da primeira roda de samba da cidade, que acontecia no bar do Zezinho: eu, Lilinho, Celso, Hercílio, Ronald, Elias Figueroa, Toinho e Thomé. O bar ficava na rua do Clube Recreativo Caxiense, em 1979. Foi lá que conheci amigos eternos como, Walquiria Lima da Rocha, Maria, Luiza, Maura, Roberto, Ana e tantos outros. Depois da morte repentina do Zezinho, por enfarte, nos transferimos para o bar do Beiróz, no Clube dos Quinhentos, no Jardim 25 de Agosto,onde tocamos por quase dois anos, sempre carregando multidões para cantar com a gente, até alguns membros do nosso grupo se casarem e terminar a nossa tão querida roda de samba.

Como eu era o caçula do grupo, não suportei ficar longe do samba e já com outros amigos fomos tocar no pagode da Tia Maria: eu, Jair, Cássia, Bililico, Renato, e Ataíde, na rua Itacibá, em um terreno coladinho ao muro do cemitério do Corte Oito, em cima de um morro onde mais de mil pessoas lotavam o terreno todo domingo à tarde para cantar com a gente os sambas de João Nogueira, Martinho da Vila, Roberto Ribeiro e grupo Fundo de Quintal que fazia muito sucesso na época, início da década de oitenta. Acho que a veia artística me veio como bônus por viver em tamanha dificuldade e por ter começado a trabalhar muito cedo. Aos quatorze anos já trabalhava de dia e estudava a noite, justamente na idade que descobri a arte de compor fazendo a poema O Malandrinho, que viraria um samba em homenagem ao meu pai. Eu sempre agradeço a Deus pelo dom de compor, foi a música que despertou, em um menino como tantos outros que existem até hoje na nossa Baixada, um outro olhar, um outro caminho, dando a esse menino uma nova perspectiva de vida. A música me fez voar em vôos imaginários, nos quais pude compor lindas canções, e também em vôos domésticos e executivos, dividindo lugar com anônimos e famosos, levando-me para outros estados para mostrar a minha arte. Esse caminho levou-me a compor uma música, em parceria com Riko Dorilêo, que celebra a assinatura do tratado de paz, em 2002, em ANGOLA, “Ventos da Liberdade”, canção que leva uma mensagem de esperança e superação no momento que cessava uma guerra civil que durou vinte e três anos naquele país. A bela sensação de poder contribuir de uma forma tão importante para um país de onde provavelmente vieram os (meus) seus ancestrais. O mesmo caminho me levou a compor com Serginho Meriti, “ O Daqui o Dali e o De Lá”, samba considerado um dos melhores da década passada pelo crítico musical Luis Fernando Vianna, da Folha de São Paulo, e também tive o privilégio de compor com meu mestre, ídolo, parceiro e irmão, Luiz Carlos da Vila, o samba “Então Leva”, que ficou entre as duas melhores canções do ano no prêmio da música de 2009. Gravei meu primeiro samba, em parceria com Fidelis Marques e Melodia Costa, com a cantora Jovelina Perola Negra, tendo meu nome no rol dos compositores que tem seus sambas cantados em todo o país, além de ser um dos personagens do livro “Herança do Samba”, de Aldir Blanc, Hugo Sucman e Luiz Fernando Vianna , transformando meu trabalho em fruto de pesquisa no “YouTube” e em todas as redes sociais. E, tudo isso, “é broto da minha mão, verso e canção que faz o povo sorrir”, e esse menino da Baixada Fluminense… ainda sou eu. Devido a minha arte e a cultura que defendo, hoje sou reconhecido como um artista da Baixada Fluminense em quase todo o país. Esse é o meu lugar, e foi esse desafio que assumi para a minha vida. Não posso ficar de braços cruzados e deixar que o resto do estado e do país pense que aqui só tem violência e tantas outras coisas negativas, Magoa-me quando fazem piadas dizendo que Caxias só é bom para ganhar dinheiro, fazendo uma alusão a riqueza da cidade e que quem ganha muito dinheiro aqui mora na zona Sul ou na Barra. A meu ver, as pessoas vão embora de Caxias por causa da péssima qualidade de vida que temos, por nos faltar água nas caixas d’água, nos faltar educação e saúde de qualidade e tratamento digno nos serviços básicos essenciais. Mas, se esse é um problema político ou empresarial, acho que precisamos, organizadamente, fazer valer os nossos direitos, como em qualquer outra cidade moderna do país, para um dia podermos dizer, “eu tenho qualidade de vida onde eu moro”. Caxias precisa melhorar por conta da riqueza que a nossa cidade produz. E não é só riqueza material não. Temos um celeiro de grandes artistas e personalidades que engrandecem o nosso lugar, inclusive alguns negros ilustres que fazem e fizeram parte da história da nossa cidade, como MESSIAS NEIVA, artista de fama internacional; seu ACÁSSIO DE ARAUJO, fundador da Lira de Ouro que completou cem anos recentemente, professor de trombone que não tem quem não se apaixone depois de cinco minutos de conversa; o já falecido, Dr. JOÃO DA LUZ , que teve o primeiro consultório com raio X da cidade; SOLANO TRINDADE, que veio de Recife direto para nossa cidade e empregou o seu talento desenhando carros e fantasias para a saudosa GRES Cartolinha de Caxias de HÉLIO CABRAL, que desencantado com a falta de investimento na sua escola de coração foi para a Mangueira e compôs o “SEMENTE DO SAMBA”, ganhando status de baluarte e tendo o seu samba até hoje cantado entre os melhores sambas de exaltação já feitos para a Mangueira. Negros reconhecidos pelo valor do seu trabalho e que merecem, por nos encher de orgulho, o respeito e reconhecimento da nossa cidade.

O cd “O Canto da Baixada”, que concorrerá em cinco categorias no próximo Prêmio da Música Brasileira, que acontecerá no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, por ser um disco de resgate, tinha a função de criar uma discussão de valorização da cultura local, mostrar que existiam sambistas aqui que compunham tão bem quanto qualquer outro grande sambista da história do samba brasileiro. Além de discutir a obra destes compositores, começaríamos, através do samba, a sensibilizar e mostrar à classe artística da Baixada que, se acreditássemos na nossa arte e no nosso talento para mudar para melhor o nosso lugar, juntos poderíamos transformar a nossa vida, a nossa arte e a nossa cidade. Confesso que sou um “sonhador”, mas não um sonhador qualquer, meus sonhos são imensos e são trabalhados obsessivamente para serem transformados em realidade. A idéia de mobilizar a classe artística da Baixada, a princípio, era um sonho impossível, mas estamos aí, prestes a realizar em parceria com o SESI o maior movimento artístico independente já realizado na Baixada Fluminense. O “Baixada é arte” é um movimento da classe artística da Baixada Fluminense, idealizado pelos artistas e iniciativa privada, visando valorizar o artista local e tentar buscar, através desse encontro, meios para organizar a classe artística profissionalmente.

Precisamos entender que não é responsabilidade do governo dar dinheiro para o artista sobreviver. O artista precisa se organizar para buscar incentivo, para produzir seus shows e espetáculos. Juntos e organizados, certamente, criaremos projetos e propostas que valorizarão e darão dignidade ao nosso trabalho, só assim desfrutaremos de melhor remuneração e reconhecimento artístico. Para mim, a força está na coletividade e no talento. E, talento é o que não nos falta, então só nos resta ir à luta em busca de transformar o nosso sonho em realidade. O povo da Baixada precisa de entretenimento de qualidade e temos nossa arte para mostrar. Se você, que está lendo este texto, morar na Baixada, a você cabe o incentivo, porque nós, artistas da Baixada, vamos te levar o melhor da nossa arte, na área de teatro, cinema, artes plásticas, música… Só depende de você prestigiar, para nossa arte sair daqui e poder ser reconhecida no Brasil e o mundo.


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