Unidos da Tijuca – 1988 a 2010 (Sambas-de-enredo)
História …
Fundada em 31 de dezembro de 1931, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca é uma das escolas de samba mais antigas do Brasil em atividade, mais nova apenas que Mangueira, Portela, Vai-Vai e União de Vaz Lobo. A agremiação surgiu a partir da fusão de blocos existentes nos morros das redondezas do Morro do Borel (comunidades da Casa Branca, Formiga e Ilha dos Velhacos). Mas o Morro do Borel é seu maior reduto, local de onde sai boa parte de seus componentes. Entre seus fundadores estão Leandro Chagas, João de Almeida, Pacífico Vasconcelos, Tatão, Alfredo Gomes, Marina Silva, Zeneida Oliveira e Regina Vasconcelos.

1988 / Bar Brasil, templo do absurdo
(Beto do Pandeiro, Carlos do Pagode, Ivar Silva, Monteiro, Nêgo e Vaguinho – Intérprete: Nêgo)
Brasil… Bar Brasil | Berço das grandes resoluções | Pra quem se queixa que dá um duro danado | E é mal remunerado | Pro revoltado com as broncas do patrão | Ai, quem me dera se eu fosse um marajá (obá) | Ganhasse a vida sem precisar trabalhar | Mas acontece que é só a minoria | Que desfrita a mordomia | Nessa tal democracia || Apertaram o gatilho num salário baleado | Outra piada depois desse tal Cruzado || E segue o tormento | “Congelaumentos”… | É o preço da alimentação (que confusão) | O medo de sair, ser assaltado | E o plano mal traçado | A bomba que estourou em nossas mãos | As brigas com a patroa em casa | E o time que só faz perder | Não dá pra segurar, já chega de sofrer | Quero poder bebemorar | (Êta papo pra rolar…) || Êta papo pra rolar | No templo do debate popular | Pobres e ricos falam da dívida externa | Dos problemas desta terra | E se perguntam onde a coisa vai parar1989 / De Portugal a bienal no país do carnaval
(Beto do Pandeiro, Gilmar Silva, Nêgo, Vaguinho e Vicente das Neves – Intérprete: Nêgo)
Desperta meu Brasil, ô | Para este tema cultural | E vejam como é lindo de se ver | Todo o carisma desta arte, a bienal que Portugal | Introduziu neste país do carnaval | Exaltamos escultores | E os senhores do pincel | Que emolduram a poesia | Modelando o dia-a-dia | De um povo, seus costumes, sua fé | Mãos abençoadas pelo céu | Que através de gerações | Do toque leve e tão sutil | Até o meu Borel ganhou cor bem mais viril || Foi João, foi | Dom rei fujão | Que trouxe a missão | Que fez da arte a profissão || Ecoou, ecoou | Um grito forte: liberdade | Fecundou o modernismo em nossa arte | E na literatura nacional | Nossos artistas por aqui se propagaram | E também se consagraram com a primeira bienal | Mostrando para o mundo inteiro | Que em solo brasileiro | Tudo que se “implanta” dá || É tropical, o berço é fértil, é tropical | Hoje a arte e a cultura | Brilham em nosso Carnaval1990 / E o Borel descobriu, navegar foi preciso
(Azeitona, Beto do Pandeiro, Ditão, Gilmar Silva, Ivan Bombeiro, Nêgo, Vaguinho, Valtinho da Ladeira e Vicente das Neves – Intérprete: Nêgo)
Por mares nunca dantes navegados | Meu Borel vem empolgado | Pra mostrar | Terras e eras tão distantes | Um passado emocionante | Vou contar (laraiá…) | Na Idade Média, onde tudo começou | O povo já pensava em ser feliz | Os lusitanos na guerra cristã | Contra os mouros defendiam o seu país | Salve o infante D. Henrique | A Portugal prestou serviços relevantes | Os portugueses desbravaram o oceano | Descobrindo novos horizontes || São caravelas | Ventos de liberdade e amor | E nessa onda | Seu Cabral nos encontrou || Heranças deixaram | Tantas em nosso torrão | Do idioma à religião | E essa miscigenação que originou | A nossa mulata sedução | Cá pra nós, o samba não veio de lá | Mas trouxeram o negro que, é arte, é cultura | Que nos ensinou a batucar | Terrinha boa, que saudade dá | O Borel em poesia | Hoje vai te visitar | Levar meu samba, vou cruzar o mar | Só gente bamba vai desembarcar || Vasco da Gama, bacalhau | Ouvir o fado, eu vou | Ficar mamado também | Bebendo vinho lá em Portugal1991 / Tá na mesa, Brasil
(Antonio Conceição, Carlinhos Melodia e Nêgo – Intérprete: Nêgo)
Hoje a arte e a poesia | O sonho em fantasia | Com o Borel vêm desfilar | E o meu povo se encanta | De bem com a vida a cantar, lararaiá… | De braços dados com a folia | Nesta festa popular | Tá na mesa Brasil, oh, meu Brasil | Ninguém pode censurar | Da elite à raiz | O Rei mandou convidar | Para o povo a bonança | Do norte ao sul do meu país | É batuque, canto e dança | Nesta festa que é profana | E faz o meu rei feliz | No Carnaval de rua | Tem bonecos do Nordeste | E tudo que o cabra da peste | Tem de bom para nos dar | Na comilança eu sinto cravos e canelas | Chica da Silva e Gabriela | O mais fino paladar || É de dar água na boca | Eu também quero provar, vou provar | O cheiro que vem no ar, iaiá | É do tempero da sinhá || Vem encher a pança de alegria | O rei se casa com a folia | A euforia é geral, geral | O Rock’n roll entrou no Carnaval || Ô iaiá me dê amor, amor | Me leva que é nesse embalo | Que eu vou1992 / Guanabaram, o seio do mar
(Beto do Pandeiro, Gilmar Silva e Vicente das Neves – Intérprete: Nêgo)
Hoje o Borel em aquarela | Põe na passarela um pedaço de mar | Santuário de beleza | O Guanabaran que Tupã divinou | Então eu mergulhei em tuas águas | E me encantei para te decantar | Diz a lenda que bem antes | Outros bravos navegantes | O teu solo cobiçou | Veio de lá de Portugal | A realeza em ti desembarcou || Maré que vem, maré que vai, vai, vai | Mantendo um sonho que não se desfaz || Um cenário de beleza | Que virou cartão postal | Mãe da história | Do cinema nacional || Divina, teus milênios em poesia | Do teu seio reluziam os cassinos imortais | A vedete irreverente | Fez um mundo diferente | Na famosa Ilha do Sol | Tuas águas cristalinas | Bem combinam com a magia | Do teu clima tropical || Te quero mais verde | Sem poluição | Se liga gente | Nesse canto de oração || É no balanço desse mar amor, eu vou | Vou navegar | Vou na proa, vou na boa | Pra ilha de Paquetá1993 / Dança, Brasil
(Azeitona, Dario Lima, Espanhol e Paulo Ribeiro – Intérprete: Vaguinho)
Movimento milenar | Fez dançar terra e mar | Uma flor brincou no vento | Tem poesia no ar | Deixa o vento me levar | Que no tempo eu sei voltar | Canto no céu de Acauã | Que o meu reino é o de Tupã || E lá na mata se tem lua cheia | Menina-moça faz dançar a aldeia || Bailam no mar |
Velas de deuses gigantes | Pra me ensinar | O saber dos navegantes | Negro chegou | Meu Brasil morenizou | Forte, lutou pela sorte | Cantou e dançou | Quando se libertou || Canta Borel | A tua raça hoje é cor de mel | “Dança Brasil” | Teus acordes vêm do céu1994 / Só Rio… é verão
(Gilmar Silva, Vicente das Neves, Beto do Pandeiro e Grego – Intérprete: Carlinhos de Pilares)
Vem, meu amor | Vem voar em poesia Só pra ver como é que brilha o meu astral || “Divino” que clareia no horizonte | Tu és a fonte do meu Carnaval || Oh! Rio… | Berço de grandes paixões | De tantas canções | Eu quero é mais o teu calor, teu calor | Verão sensual, sedutor | Tem gosto de festa | Tem cheiro de amor || Sou a onda tô na moda | Do vôo livre ao jet-ski | Vou brilhar em fantasia | Hoje na Sapucaí || Teu verde encanto é vida, é ar | Tens o mais belo azul do mar, do mar | “Cidade de luz” aquarela | Se faz passarela pra ela passar | De corpo dourado a caminho do mar || Como é lindo o meu Rio… | Rio de Janeiro, “Cidade Maravilhosa” | É Sol, é verão… Luau sedução | Delírio desta multidão || É nesse “mar de amor” | Eu vou que vou | Vou me banhar | E depois tomar uma “cerva” bem gelada | Vendo a luz no céu brilhar1995 / Os nove bravos do Guarani
(Dario Lima e Espanhol – Intérprete: Paulinho Mocidade)
Do novo pro velho mundo | Eu naveguei | “Índio mulato”, guerreiro, | “Nove Bravos” conquistei | Na contramão da história, | Compus minha glória, de amor delirei | Musiquei minha raiz | E orgulhei o meu país por onde andei… | Guardei em “noite alta” | Segredos do castelo, seu destino | Cruzei a minha espada, | Sonho real de um menino || Ecoou em plena mata tropical | O compasso dos tambores Aimorés | Fui Peri, amei Ceci no temporal | E venci os inimigos mais cruéis | Na “Festa das Marias” em Veneza me casei | Entre duques e duquesas, lindas damas eu pintei | Dancei na corte inglesa, escravos libertei | Rezei com a princesa, o Oriente desvendei || Mas tanto tempo passou, | Que alguém me viu afinal | E hoje eu sou | Carnaval1996 / Ganga Zumba, a exaltação de uma raça
(Beto do Pandeiro – Intérprete: Paulinho Mocidade)
Ecoou, novamente o atabaque de Palmares | Ressoou, é canto, é dança, é festa, é liberdade | Salve a força da cor guerreira | Herdeiros de Zumbi | A sua hora é esta | Tijuca é o quilombo, é sua a festa || Capoeira, aluã e muito mais | Tem reza forte para os Orixás || Ao som do batacotô | No toque do agogô | Negro levanta a poeira | Entre oferendas para o rei Xangô | E pedras preciosas | No clarão da lua cheia || Dunga Tara Sinherê, ê, ê, ê, ê Dandara | Mãe Sabina, rei Zumbi é jóia rara || À cerca dos macacos harmonia | Dia e noite, noite e dia | Paz, amor, libertação, seu ideal | Holandeses, portugueses | Todos os mocambos do local | Traziam ouro, prata, louvação | Ao “líder pra sempre” | Cultura viva, és guerreiro imortal || Vem amor, ô, ô | Soltar seu canto livre pelo ar | Alagoas é o berço | Deste mito que viemos exaltar1997 / Viagem pitoresca pelos cinco continentes num jardim
(Edson Fio e Maurílio Theodoro – Intérprete: Serginho do Porto)
Meu Rio de Janeiro em festa | Saudando a vinda da família Imperial | A corte deslumbrante então empresta | O luxo para a nova capital | Abrindo os portos ao progresso | Abrindo as portas pra cultura | O Rio busca ser cidade | De européia arquitetura | O povo e a natureza conquistam D. João | E o levam a investir na região || Já fui engenho, fabriquei a dor | Por decreto-lei, João me criou | Do imperador fui mesa e tempero | E até hoje eu floresço o ano inteiro || Em meus caminhos, a paz, a flora, a sutileza | Pelos continentes, uma viagem sem sair de um só lugar | Estou no inverno europeu, vim do jardim no Oriente | E vejo logo à frente, a Oceania aflorar | Da América, à África, o frio, o clima quente | Contraste de beleza singular | O som das águas, do vento, dos passarinhos | Abriga a pesquisa e faz o ninho | Pra espécies em extinção crecerem livremente | E o mesmo som que ao longe parece uma sinfonia | Inspirou Tom que fez as lindas melodias | Em meus recantos hei de ouvir eternamente || Jardim Botânico eu sou | História viva de amor | Eu sou o tema | E a Tijuca é multicor1998 / De Gama a Vasco – A epopéia da Tijuca
(Adalto Magalha, Adilson Gavião, Márcio Paiva e Serginho do Porto – Intérprete: Serginho do Porto)
Vamos vibrar meu povão (é gol, é gol) | A rede vai balançar, vai balançar | Sou Vasco da Gama, meu bem | Campeão de terra e mar || Através da mão divina | Naveguei, naveguei | O meu sonho de menino | Quis assim o meu destino | Portugal e toda a Europa encantei | Naveguei | E novos povos encontrei | Por tempestades e lendas eu passei | Para um almirante a coragem é a lei | Por tantos mares viajei | Na Índia, eu então cheguei | Veio o progresso nessa aventura | Descobertas e culturas || É nessa onda que eu vou | O povo vai recordar | Vem com a Unidos da Tijuca festejar || Rio de Janeiro brasileiro meu irmão | Sou Vasco da Gama tantas vezes campeão | Quando entra no gramado me alucina | Esse clube da colina, centenário de paixão | Estrela no céu a brilhar | Que faz essa galera delirar1999 / O Dono da Terra
(Vicente Das Neves, Carlinhos Melodia, Haroldo Pereira, Rono Maia e Alexandre Alegria)
Hoje a Tijuca canta | Sacode e balança esta cidade | Viaja no conto do índio | O dono da terra, que felicidade | No cantar do Uirapuru | Tantas lendas pra contar | Sob as ordens de Rudá || Iara mandou Jaci clarear | E seu caminho iluminar || Veja o orvalho vem caindo | Cheiro das matas vem surgindo | Vou navegar meu rio mar | Mistérios que vou desvendar || Por essas matas verdejantes | Têm seres sobrenaturais | Mulheres metade serpente | Curumins dançantes | E vi estranhos animais | Farturas encontrei, com as plantas conversei | Com as bênçãos de Rairu | Sentei pra meditar | Se a lua for minguante eu peço a proteção | Me deixa com as guerreiras festejar || Pedras preciosas quero me enfeitar | Encantar a índia com o meu olhar | Só Tupã sabia | Que eu não podia me apaixonar2000 / Terra dos papagaios… Navegar foi preciso
(Badá, David do Pandeiro, Edson de Oliveira e Jacy Inspiração – Intérprete: David do Pandeiro)
Brasil, Brasil, Brasil | Pra falar de ti em poesia | Folheando a história | No tenebroso mar da imaginação | Lembro que a viagem foi traçada | Calmaria fez mudar a direção | Hoje a Tijuca faz a festa | E mostra o valor dessa união || Caravelas ao mar, expedição | Obrigado Cabral, quanta emoção | Terra à vista! | O despontar dessa nação || O índio, a fauna, a flora | Paraíso de encanto e sedução | Nesse encontro com os portugueses | Um momento tão divino | Cada qual se fez irmão | Rezando a missa | Todo mundo em comunhão | Brasil, tu já não és mais um menino | E seguindo o meu destino | Seja lá por onde for | Vou te redescobrindo a cada dia | Na grandeza do teu povo | E no teu solo promissor || É lindo ver tremular | Bem alto o teu pavilhão | E repartir esta alegria com a multidão || Paz, amor e esperança | Uma voz anunciou | É chegada a nova era | Abençoada pelo Criador2001 / Com Nelson Rodrigues, pelo buraco da fechadura
(Douglas, Gilmar Silva, Toninho Gentil, Vicente das Neves e Wantuir – Intérprete: Wantuir)
Fez a vida como ela é | Desenhou com arte o melhor que viu | Profano ou querubim | Mostrou que o mundo é mesmo assim | O meu universo é Nelson | Á terra do frevo eu vou | Aos amores mando um beijo | Do mais puro ao sedutor | Com a essência da verdade sem pudor! | Nelson rodrigues teu pecado é humor | E a Tijuca apaixonada | Traz este gênio jornalista e escritor || Gira, gira no meu verso, quero ver girar | Mesmo sem pornochanchada | Vem gargalhar || A dama do lotação | Flor de obsessão | Sem preconceito, sem censura | Luxúria, volúpia talvez | Será castigada a nudez | Fantasia, loucura sobrenatural | Neste asfalto selvagem | Eu faço a viagem no meu carnaval || Foi na visão do teu olhar, no meu olhar | Que eu enxerguei a vida | Nosso show está no ar | Teatro, cinema, tv | O futebol é devoção, é meu prazer2002 / O sol brilha eternamente sobre o mundo de língua portuguesa
(Haroldo Pereira, Valtinho Junior e Wantuir – Intérprete: Wantuir)
Portugal | Nas caravelas do idioma naveguei | Nessa aventura lusitana | Os cinco continentes alcancei | Bordei palavras sobre as ondas do mar | E na linha do horizonte | A língua se fez poesia uma odisséia de amor | Navegar é preciso de Angola ao Timor (ô ô ô) | Cultura! Riqueza! | Iluminando o mundo de língua portuguesa || Trago à mesa a alegria e amor! | Que a família tijucana chegou! | Com bom papo e harmonia e samba no pé! | A minha língua, é minha Pátria, é minha fé! || Sopra o vento dos Deuses | Pra língua semear | Na costa africana na voz dos órixas | Temperei com arte em Goa | E mercados de Macau | Fala Brasil!! Brasil… | A morenice em um povo encontrei |Mundo novo me apaixonei Hoje é só sedução | Salve a luta do Timor! | Pela “Liberdade de expressão” || Rasgou no céu um cometa | Explode em sete cores | A nova era, oito explendores | A língua é força é união | A homenagem vem na cauda do pavão2003 / Agudas, os que levaram a África no coração, e trouxeram para o coração da África, o Brasil
(Haroldo Pereira, Valtinho Junior e Wantuir – Intérprete: Nêgo)
Obatalá | Mandou chamar seus filhos | A luz de Orunmilá | Conduz o Ifá, destino | Sou negro e venci tantas correntes | A glória de quebrar todos grilhões | Na volta das espumas flutuantes | Mãe Africa receba seus leões || No rufar do tambor ô…ô… | Atravessando o mar, de Iemanjá | No sangue trago essa chama verdadeira | Raiz afro-brasileira, sou Agudá! | Quem chega a Porto Novo | É raça, é povo e se mistura | De semba se fez samba | Um carnaval, pelas culturas | Na fé de meus Orixás | Axé meu Delogun | Temor e proteção ao anel do dragão de dagoun | A união é bonita | E a gente acredita na força do irmão | No continente africano a ecoar | A epopéia Agudá, vitoriosa face da razão || Tem cheiro de benjoim no Xirê, Alabê | Prepare o acarajé, no dendê | Salve o Chachá, salve toda a negritude | A tijuca vem contar uma história de atitude2004 / O sonho da criação e a criação do sonho: a arte da ciência no tempo do impossível
(Enilson, Jurandir, Sereno e Wanderlei – Intérprete: Wantuir)
Nessa máquina do tempo, eu vou | Vou viajar… | À era do Renascimento | De sonhos, e criação | Desejos, transformação | Acreditar, desafiar | Superar os limites do homem | Brincar de Deus, criar a vida | Querer voar e flutuar || É tempo de sonhar… | É tempo de alquimia | Querer chegar à perfeição | Com tecnologia || Na arte da ciência | A busca continua | Na luta incessante pra vencer o mal | E no vai e vem dessa história | O velho sonho de ser imortal | Profecia, loucura, magia | A vontade de explorar | A lua, a terra e o mar | Pro futuro viajar, eu vou | Mistérios que ainda quero desvendar, levar | O destino é quem dirá | O amanhã, como será || Sonhei amor e vou lutar | Para o meu sonho ser real | Com a Tijuca, campeã do Carnaval2005 / Entrou por em lado, saiu pelo outro… quem quiser que invente outro !
(Jorge Remédio, Sérgio Alan e Valtinho Junior – Intérprete: Wantuir)
Abro os portais da imaginação | Toda fantasia hoje é real | Me entrego ao delírio, luz, inspiração | Carnaval… | A mente leva a locais surpreendentes | Na inocência, sou criança novamente | Com a Tijuca… | Viajo nessa emoção | Me torno aventureiro da ilusão || E desejo desvendar | Misteriosas civilizações | Cidades perdidas encontrar | Tesouros que atraíram gerações || Quando se abrem as portas do medo | Bruxas, vampiros, fantasmas da vida | Abraço a paz, me elevo à beleza | Purificar a alma é a saída | O Homem pensou, | Que o planeta era somente seu | Pro futuro ele projetou | Dominar a natureza, que um dia o acolheu | Alerta pro mundo atual | Imagem, terror irreal | Humanos dominados pelo mal || Entrei por um lado, saí pelo outro a cantar | E quem quiser invente outro lugar | O meu paraíso, local mais perfeito não há | Faço do Borel a Shangri-lá2006 / Ouvindo tudo o que vejo, vou vendo tudo o que ouço
(Jorge Remédio e Júlio Alves – Intérprete: Wantuir)
Minha Tijuca | Abre os olhos para a melodia | Para ouvir a genial batuta | Regendo nossa sinfonia | Seguindo os caminhos do som | Vê a poesia brincar no salão | Joga serpentina em versos e rimas | Vivendo a magia de cada canção || É pura cadência brasileira | Esse requebrado que fascina | Do boteco à gafieira | O samba ecoa em cada esquina || Suspense eternizado | Na tela, um beijo apaixonado | O filme que passa em minha mente | Com a música, ganha o coração | Chega a emocionar | Ver a platéia delirar | Vibra o maestro | Vendo o artista na consagração | Piscam luzes coloridas | A noite, pra dançar convida | Se a música tocou a alma um dia | Sempre traz uma imagem | Que hoje faço fantasia || Ouvindo o que vejo, vendo o que ouço | Na ópera do carnaval | Bravo, Unidos da Tijuca! | Faz do seu canto visão sem igual2007 / De lambida em lambida, a Tijuca dá um click na avenida
(Ivinho do Cavaco, Jorge Remédio, Silvão e Totonho – Intérprete: Wantuir)
Em preto e branco ganhei a vida | O amarelo em mistério; ilusão | O azul no tom divinal | Nas fotos do carnaval | Sou a Tijuca nesta tela digital || Emoldurei a magia da recordação | Com pincel de luz e cores | Eu mudei valores | Aprisionei seu coração | Desperta a musa do artista | Que hoje é sambista | E vem se juntar | A nossa família unida tijucana | Iremos retratar | Os grandes momentos da vida | Com flash da avenida eternizar || Pára, o mundo pára | O mundo pára pra fantasia | Um click fez o personagem | Dar força à imagem na fotografia || Mas a vida às vezes traz a dor, | A falta de amor pelo irmão | O triste em belo o artista consagrou | A lente é pura emoção | Estrelas vão brilhar, o palco é o Borel | Histórias, o glamour | O mundo no papel | Vou delirar com a beleza | Mergulhar no colo da mãe natureza | Reluz o show em formas sem fim | O homem e o poder da criação | Diga quem sou, sorria pra mim | No olhar da comunicação2008 / Vou juntando o que eu quiser, minha mania vale ouro. Sou Tijuca, trago a arte colecionando o meu tesouro
(Beto Lima, Julio Alves, Paulo Rios e Sereno – Intérprete: Wantuir)
Cada objeto, uma história pra contar | Vivo a aventura de outra vez eternizar | Tijuca, coleciona na avenida | Emoções pra toda vida | Um tesouro singular | Meu pavão em destaque na “exposição”, resgatou | Relíquias do tempo que o sentimento “guardou” | Olhar inocente | Embala “boneca” – criança | Um sonho menino, “guiando” destino, | Eterna lembrança || O teu manto é minha proteção | “Amuleto” ouro e azul, é a minha luz! | Cristalina fonte de poder | “Pequeno ser” que me conduz || O tempo que passa, valoriza a arte | E faz acender | A chama que arde, | Buscar a verdade, e reaprender | A “plantar” cultura em um jardim | E assim ver florir | Com a luz de cada geração, nova civilização | Passos de nossos ancestrais | Traços de mestres imortais | “Salões do passado”, presente riqueza, | “Chave” do futuro com certeza || Dá um show Tijuca, | Outra “nota” dez pra colecionar | E “selar” tua vitória, | A “peça” que falta pra te completar2009 / Tijuca 2009: uma odisséia sobre o espaço
(Julio Alves e Totonho – Intérprete: Bruno Ribas)
Dourado é o sol a clarear | No azul do céu, estende o véu, isso é Tijuca | Chegou, na cauda do cometa, o pavão | E a minha estrela foi buscar na imensidão | Cruzou o céu no limiar do infinito | O meu Borel visto de cima é mais bonito | Eu vou alçar ao espaço | Cavaleiro alado a desvendar | Além das estrelas o monte de Zeus | Horizonte de meu Deus, Oxalá || Vai Tijuca, me faz delirar | A essência vem de lá | Da ciência à navegação | Luar que embala meu sonhos | Luar de qualquer estação || Eu vi brilhar, em seu olhar, a devoção | A lenda do guerreiro e o dragão | O despertar da fantasia | Vi também a criança em seu carrossel | De heróis das estrelas, um céu | De mistérios e magia | Na tela, tantas jornadas pelos astros | Quem dera poder viver em pleno espaço | Vejo em minha lente a imagem sideral | Viagem do meu Carnaval || A nave vai pousar | E conquistar seu coração | O dia vai chegar | Quando brilhar nossa constelação2010 / É segredo!
(Julio Alves, Marcelo e Totonho – Intérprete: Bruno Ribas)
Desvendar esse mistério | É caso sério quem se arrisca a procurar | O desconhecido, no tempo perdido | Aquele pergaminho milenar | São cinzas na poeira da memória | E brincam com a imaginação | Unidos da Tijuca, não é segredo eu amar você | Decifrar isso eu não sei dizer | São coisas do meu coração || Eu quero ver esse lugar | Que o próprio tempo acabou de esquecer | Meu deus por onde vou procurar | Será que alguém pode me responder || Quem some na multidão | Esconde a sua verdade | Imaginação, o herói jamais revela a identidade | Será o mascarado | Nesse bailado um folião | A senha o segredo da vida | A chave perdida é o “X” da questão | Cuidado, o que se vê pode não ser… Será | Ao entender é melhor revelar | No sonho do meu carnaval | Pare pra pensar, vai se transformar | Ou esconder até o final || É segredo, não conto a ninguém | Sou Tijuca vou além | O seu olhar vou iludir | A tentação é descobrir
Intérprete(s)
Bruno Ribas, Carlinhos de Pilares, David do Pandeiro, Nêgo, Paulinho Mocidade, Serginho do Porto, WantuirCompositores:
Beto do Pandeiro, Gilmar Silva, Jorge Remédio, Unidos da Tijuca, Vicente das NevesSem comentários »




