Sambas de enredo – Grupo Rio de Janeiro 1 (Antigo grupo B – Carnaval 2010)
01 – Mocidade de Vicente de Carvalho

(Enredo: Bonecas. Impossível não se apaixonar por elas… / Autores do samba: Bero, Joca, Victor Rangel, Ademir de São Miguel e Renê Andrade)
Viajei num sonho lindo com a minha Mocidade | Transformei a fantasia hoje é realidade | Segredos e contos, Emília, tudo começou assim | No mundo encantado das bonecas | É só dizer pirlimpimpim | A Vênus trazia a fertilidade | Afrodite é divindade | Na África magia, encanto das Loás | Vudu no rito dos Yorubás || No universo infantil, a pandora era nobre | Em porcelana um mistério a revelar | Com perfeição surge o som em movimento | Como cenário vejo o quarto de brincar || Folclore é a expressão de uma cultura | Retrato da mais pura tradição | Vitalino grande mestre que eternizou | A sua arte como ato de amor | Cabaças, Mamulengas, Namoradeiras | Nas danças dão um toque especial | Folia de Reis e São João | Descendo a ladeira, lá vem folião | Baila a mulher do dia no embalo do frevo | Tudo acaba em alegria || Sou a Mocidade, sorria | Sambando trago a fantasia | Bonecas, impossível não se apaixonar | Vem com a gente se encantar
02 – Flor da Mina do Andaraí

(Enredo: Vela / Autores do samba: Sarito da Mallet, Lalai, Charlinho, Zezinho, Madalena, Pedro Miranda, Beléu e Danilo Maciel)
A vela me fez navegar | Conhecer os continentes | As belezas desse imenso mar | Aonde o sol vem se banhar | A vela como luz da vida | Está presente na religião | É chama pra alma | Pro corpo é paixão | É romaria, é procissão || Um beijo molhado | Num jantar apaixonado | A luz de vela é a cara do amor | Eu acendi, ela quis apagar | Onde é que eu fui parar || Tem a aura colorida | Acende o fogo ardente da paixão | É a lembrança da dindinha | O seu perfume tem feitiço e sedução | Inspirou a arte a canção e a poesia | Bons ventos conduz num sopro feliz | O velejar do meu país | O ouro reluz num sonho real | No peito e na alma nacional || A Flor da Mina vem balançar | Nas ondas da Sapucaí | Nessa regata de gente bamba | O meu Andaraí tem samba
03 – Arranco

(Enredo: Bendita baderna. Numa rua chamada felicidade / Autores do samba: Bira Só Pagode, Jorge Ripper, PC e Henrique César)
É carnaval! | Vou pela rua da felicidade | Sou brincante, me dê a mão | Vem colorir, esta cidade | Vamos cantar, sambar, zoar, extravasar | O bom malandro é um eterno folião | Eu te prometo amor, | Na “quarta-feira” te entregar meu coração || O Rei mandou… Lá vem Zé Pereira | Arrastando a multidão | Fervilham nas praças, coretos | Bandas e blocos de empolgação || Bendita baderna, magia eterna | Mexe com a imaginação | Confete e serpentina pelo ar | Num mar azul e branco vou me banhar | O povo unido, numa emoção! | Brilha em noite de alegria, sedução || No embalo desse cordão, eu vou! | Segura a chupeta, vem brincar | Se liga no show da bateria | Deixa o Arranco te levar
04 – União de Jacarépagua

(Enredo: Da Morada da Esperança ao Grande Palco do Sambista, Somos Todos Iguais Nesta Noite, Somos Todos Artistas / Autores do samba: Luiz Paulo, James Bernardes e Evaldo Jr)
Senhoras e senhores! Boa noite! | O show vai começar! | A ribalta é iluminada | Por belas “estrelas” e a luz do luar | No teatro, hoje o samba é a canção | Nossa alegria vai tocar seu coração | Em cartaz… Belos momentos que ficaram para trás | Lembranças, que a alma não se desfaz. | De um tempo em que a vida era feita de sonhar | Sorrir, viver, cantar! || Vejam! Brilha os olhos do artista | Somos palhaços, trapezistas | Coristas e orquestras, vedetes a dançar | Juntos desse sonho despertar! || Do drama à comédia, um gesto, um olhar | O ato da vida pra representar | Somos a imagem na tela | De um filme ou novela, que o vento não levou | Queremos sim, a reestréia os picadeiros | Os palcos… Com muito amor contracenar | À vida… Com toda garra e confiança | Fazer do sonho a esperança | Pra outra vez recomeçar || Pode aplaudir a minha União | Jacarepaguá é emoção! | Morada da alegria, talento e fantasia | Somos todos iguais, nesse mundo de ilusão
05 – Tradição
(Enredo: Rei Sinhô, rei Zumbi, rei Nagô – Eu também tô aí, tô aí sim sinhô / Autores do samba: João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro)
O negro lá na África era um rei | Foi artesão, foi caçador | Guerreiro, feiticeiro, camponês | Exímio dançador | Tinha sua própria lei | E a liberdade sem favor || Dono dos ouros, das pratas | Dos rios, das matas | O Rei senhor || Um dia chegou o branco invasor | De armas nas mãos, brutais e cruéis | Sangue pelo chão, correntes nos pés | Vinham das galés, lamentos de dor | Mas da escravidão surgiu | Zumbi que foi o rei libertador | O tempo passou | E a raça no Brasil tem uma nova cor | O samba vingou | E o negro no Brasil tornou-se o Rei Nagô || Morena de angola, me faz cafuné | Mulato frajola de lá da Guiné | Que deita e que rola | Na ponta do pé | Veio dentro de gaiola | Transformou-se em quilombola | Veja agora o que ele é | Rei do carnaval da escola | Rei das artes, rei da bola | E a rainha mãe quelé
06 – União do Parque Curicica

(Enredo: Lendas, mistérios e magias. Não creio, mas… Sei lá, né? / Autores do samba: Aniceto, Tonho, Fabian Cofrano, Berequinho de Jpa, Itamar Alves)
Vovó contava | No meu tempo de criança | E ainda guardo na lembrança | Histórias de fazer arrepiar | Tantas lendas | Em minha mente pequenina | Sonhos, fantasias, cantigas de ninar | Personagens da cultura popular | Figuras que ainda vêm me assombrar || É meia noite, a bruxa tá solta | Com o pé direito, piso na Sapucaí | Se o gato é preto e a sexta-feira é 13 | Pé de pato, mangalô, três vezes || Sei que tudo é só imaginação | Nesse mundo de mistérios e superstições, | Mas espelho quebrado dá azar | Olho gordo sai pra lá | Meu santo é forte e carrego um patuá | Trago um galho de arruda, no pescoço, figa de guiné | Só não faço simpatia, pois não levo fé | Hoje é dia de magia | O feitiço está no ar | Esconjuro, que medo que dá || O caldeirão vai ferver | Você vai ver | A Curicica mandou a bruxa preparar | Esta mágica poção | Com punhados de alegria | Para esse povo enfeitiçar
07 – Boi da Ilha do Governador

(Enredo: Do sagrado ao profano… E o boi quem diria, foi parar na Freguesia! / Autores do samba: Rafael Mikaiá, Rico, Rodrigo Cordeiro e Daniel Barbosa)
Renasce a luz de um novo dia | Mitos e lendas a se revelar | Delírios que despertam as paixões | Em culturas… Tradições | Nos astros previsões e divindades | Boi Ápis, cultuado no Egito | Do labirinto, sacrifício e liberdade | Guerreiros e heróis, as crenças, o valor | Que a mitologia consagrou | Profano animal, o gado é imortal | Símbolo de força e esplendor || Tem tourada na arena, ouço gritos de “olé” | De um fruto encantado nasce a cura do pajé | Caprichoso e Garantido, Parintins é sedução! | Brilhou a estrela no pulsar do coração || Heranças culturais de miscigenação | Braço forte de um país! | Bumba-meu-boi Maranhão | Na festa do divino encantaram vaquejadas | No reisado, pra sambar no arrasta-pé | Danças de caboclo, mostram a arte para o mundo | Maracatu, que lindo que é | Tem festa junina e boi-bumbá | Vem no clima do rodeio, gira o laço pelo ar | Canta forte a comunidade | Pro boi da cara preta não pegar || Hoje tem festa de Boi, na Freguesia! | No carnaval mostrando seu valor | É o Boi da Ilha a cantar, na passarela brilhar | Sou boiadeiro com orgulho e muito amor!
08 – Sereno de Campo Grande

(Enredo: Abracadabra… O circo sereno chegou! / Autores do samba: Sérgio Alan, Victor Alves, Júlia Alan e Leozinho Nunes)
É milenar | A arte que encanta o mundo inteiro | A magia agora é transformar | Essa passarela em picadeiro | Relatos da origem nos remetem para a China | O artista talentoso, o monarca deslumbrou | Força, habilidade, equilíbrio e piruetas | Assim a nossa história começou || Em Roma o criativo imperador | Com “pão e circo” aquela crise disfarçou | Duelos geniais no coliseu | Fazendo o rei cair nas graças do plebeu || Enfraquecido na Europa medieval | Surge um jeito novo de alegrar | Pelas ruas saltimbancos divertindo o povo | E na corte, quem faz graça é o “bobo” | O espetáculo insiste em continuar | A lona cobriu, nasceu o lugar | Pipoca, algodão-doce e pirulito | A criançada deslumbrada é tão bonito | Trapezistas, mágico | Cadê o domador? | Abracadabra, pra vocês o nosso show || O circo Sereno chegou “ô” | Trazendo alegria e diversão | Com todo o respeito, nossa “palhaçada” | Vai encantar seu coração
09 – Alegria da Zona Sul

(Enredo: No mundo da fantasia, vejo as cores da alegria / Autores do samba: Wanderlei, Cleber, Armandinho, Silvão e F. Pinto)
É fantasia | Seres alados a procurar | Para o seu reino a magia | E o sentimento encontrar | O rei e a rainha enviaram | Um pássaro em busca de um ideal | Em longa jornada, numa revoada | Uma viagem surreal || Passou por lugares exuberantes | Mas nada podia retirar | Sobrevoando reinos fascinantes | Então decide retornar || Cansado pousa num jardim | O mensageiro suga a flor | Assim o botão desabrocha | Com as cores que jamais sonhou | Ao lado da felicidade | Não conseguia enxergar | No bater das asas de uma borboleta | Em um arco-íris qualquer do planeta | Me dá vontade de brindar | A cada dia um despertar! || O rei da folia convidou | Tem baile na corte, também vou | Juntei 7 letras, hoje a Zona Sul contagia: | “Alegria”
10 – Acadêmicos do Sossego

(Enredo: Made In Nichteroy / Autores do samba: Rubinho, Odir Sereno, André Kbeça, Marcelinho Ferreira e Vitor Alves)
Sossego é a marca registrada | Cem por cento aprovada no país do carnaval | O selo é de pura qualidade, nessa cidade | O sorriso ganhou fama mundial | Fiz de um porto seguro | Motivo de orgulho, a exportação | De artistas e heróis | A marca Niterói não tem comparação | Um jeito tão maneiro, brasileiro de ser | A arte, a vontade de vencer | Por gentileza vou rimar as profecias | Transformar em poesias, no palco encenar | No rádio uma canção, vi na televisão | Medalhas e troféus vou conquistar || É luz de um novo dia | Traz alegria pra gente sambar | Reluz na fantasia | Essa magia ninguém pode segurar || Olhei pro palácio, lembrei de tantas histórias | Sonhei antes da quarta-feira de novo chegar | Deixar falar da primeira escola | O amor de um malandro aqui vai passar | É arte, artesão, na minha vida inspiração | O mago de todas as cores, rainha do meu coração | O brilho do clarão dá samba e poesia | Quem ama de fato faz no anonimato | Um barracão de alegria || Sossego minha vida, o azul do mar | No manto vermelho que explode a paixão | Meu verde esperança que faz delirar | Sagrada trindade | É o branco da paz no meu coração
11 – Unidos do Jacarezinho

(Enredo: Jacarezinho.com.br / Autores do samba: Anderson Bala, Flavio Diogo, Mauro de Paula e Tuninho da Fé)
Vou navegar e pesquisar | Quero acessar e aprender | Eu vou ter prazer em viajar com você | Nova mania mundial, agora tudo é digital | É chat é blog tudo em tempo real || Eu vou entrar no seu Orkut | Mesmo distante vou te tocar | Num bate papo um sentimento | A um casamento vai te levar || Oh! Inclusão | Até o excluído descobriu | Que o lado social | Está em todo o Brasil | Nas comunidades o jovem busca o seu valor | Transformando a realidade | Visando um novo mundo se entregou | Amor | A rosa e branca ultrapassou barreiras | Chega valente e pioneira |Nosso pavilhão não tem fronteiras || Eu já disse pra teclar | “jacarezinho.com.br” | Este é o site do nosso carnaval | Conectado na folia virtual
12 – Lins Imperial
(Enredo: Folia de reis / Autores do samba: Agnelo Campos e Efe Alves)
O samba vem homenagear | Tradições antigas | Do folclore popular | Folguedos e cantigas | Violas e violeiros | Repentistas e trovadores | Um singular cancioneiro | As folias de reis euforia e cores || Uma estrela anunciando | Quem chegou trazendo amor | Pastorinhas vão cantando | Dando loas ao Senhor || Nas janelas as donzelas | Moços, velhos e crianças | Repicam os sinos da matriz | Salvas e vivas as chaganças | Miçangas, colares de dentes | Lamentos e sons de correntes | Na dança dos concubins | Bumba-meu-boi olê, olá | Me perdoe a confiança | Em sua casa vou mandar || Abre a porta, oh! Senhora | Muitas léguas caminhei | Eu estou chegando agora | Repetindo os três reis
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Intérprete(s)
Acadêmicos do Sossego, Alegria da Zona Sul, Arranco, Boi da Ilha do Governador, Flor da Mina do Andaraí, Lins Imperial, Mocidade de Vicente de Carvalho, Sereno de Campo Grande, Tradição, União de Jacarépagua, União do Parque Curicica, Unidos do JacarezinhoCompositores:
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