Sambas concorrentes no G.R.E.S. Impertariz Leopoldinense no ano de 2008, com o Enredo: “JOÃO E MARIAS” (sinopse no final do post) Carnavalesca: Rosa Magalhães

Parcerias Finalistas…
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Parceria: Armênio Poesia / Junior Duarte / Arthur Bernardes / Carlinhos da Penha / Fred Vianna
Intérprete: Fred Vianna
era uma vez Maria…
princesa que na Áustria despontou
na França floresceu rainha
Antonieta que a história consagrou
em Portugal, louca Maria de bom coração
concede ao filho o poder, que teme a ambição
de Bonaparte, o imperador, que anuncia a invasão
aporta a corte afinal, navega a família realde lá pra cá…
o sonho de um plano partiu
D. João vem mudar meu Brasil
colônia então se fez nação
caminha pra evoluçãoo destino, nos trilhos do amor
se divide em duas mãos
a Leopoldina encontra D. Pedro
sua irmã Luiza, Napoleão
a lembrança embarcou no vai e vem
o tempo passou seguindo esse trem
seu nome em Ramos virou tradição
é samba, é orgulho, é raça
a minha maior paixãovou levantar minha bandeira
pra saudar a pioneira… Imperatriz
que hoje impera na passarela
com as Marias desse meu país -
Parceria: Marquinho Lessa / Marco Balão / Jorge Xavier / Maninho do Ponto / Tuninho Professor
Intérprete: Pixulé
era uma vez na França…
a nossa história, assim, vai começar… vem ver! vem cá!
rei Louis e Antonieta governaram na mutreta
gastaram tanto e o povo a cobrar: assim não dá!
com a revolução francesa, cai a pose da nobreza
que ironia
d’além mar, D. Maria, assustada enlouquecia
só de pensar no fim da monarquia
reinado… o filho, D. João, que assumiu
coitado… Napoleão, seu trono invadiu
pra não se entregar, com a família real,
se manda lá de Portugallevou todos que podia… e as Marias
no vai e vem, fugiu
no vem e vai, vêm mais de mil…
por meu Brasil…aqui chegou e governou nossa nação
fundou, criou e promoveu cultura e educação
termina a nossa história com as Marias Leopoldinas
Luísa casa com Napoleão. que sina!
e Pedro, com a irmã, a Carolina
e, um dia, dessas famílias, quem diria!
a Leopoldina virou trem
D. Pedro é uma estação tambémsacode! sacode! pra lá e pra cá!
e deixa o trem de Ramos te levarna Imperatriz, em fantasias,
a alegria é geral!
desfilam “João e Marias”
e eu sou mais um no carnaval -
Parceria: Josimar / di Andrade / Carlos Kind / Valtenci / Jorge Arthur
Intérpretes: Luisinho Andanças / Ciganerey
PARCERIA VENCEDORA
Parceria vencedora na Impertariz Leopoldinense, 2008 Maria uma princesa
também sonhava
um dia um príncipe encontrar
e ouviu do rei de França
em meio ao luxo e a bonança
Maria Antonieta tu serás
em Portugal, outra rainha, Dona Maria
a louca não podia governar
delirava temendo a revolução
e entrega o reino à João
regente assim se fez, e o imperador francês
ordena a invasãoou ficam todos
ou todos se vão
embarcar nessa aventura
e “aur revorir Napoleão”cruzaram mares
chegaram ao Brasil
são novos ares, progresso e a transformação
vieram as Marias, toda fidalguia, Dom João
o tempo passou, irão se casar
Duas Marias da mesma raiz
Luisa com Napoleão
e Leopoldina será nossa Imperatriz
será também nome de trem
que passa em Ramos a nossa estação
onde imperam Marias e Joãosvem brincar nesse trem amor
que vai parar na estação do coração
faz brilhar no céu Imperatriz
as onze estrelas do teu pavilhão -
Parceria: Adilson Gavião / Flavinho / Alexandre d’Mendes / Ismael Castro / Augusto
raio o sol
no céu da França que beleza!
aconteceu um casamento na nobreza
história de reis e rainhas
Maria e Luiz XVI, era uma vez
um governo marcado por insensatez (a revolução)
a revolução francesa então surgiu
e a côrte assim sucumbiu
um desencontro afinal
outra Maria acolheu franceses em Portugal
no manto da coroa imperialoh! Maria
o seu destino foi traçado de ilusão
e por causa da loucura
deixou o trono pra seu filho Dom João (e assim…)e assim movido pela ambição
o imperador Napoleão
ordena a invasão de Portugal
fazendo a realeza portuguesa
abandonar a própria terra
navegando pro Brasil
e nesse chão Dom João construiu
as benfeitorias, luz da imaginação
duas Marias, um destino em casa mão
Leopoldina com Dom Pedro
Luiza com Napoleão (é nesse trem que eu vou)é nesse trem que eu vou…
fantasiado de amor (meu amor)
tem João e tem Marias, com a minha Imperatriz
no balanço d`alegria
Demais Parcerias…
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Parceria: Jeferson Lima / Veneza / Me Leva / Gabriel da Penha / Guga
Intérprete: Wantuir
baila Maria
sob as luzes de Paris
da àustria veio se casar
reinar e ser feliz…
mas ventos da revolução
varreram a nobreza do salão
e na vizinha Portugal
outra Maria cai na real
ao filho João o poder concedeu
pois, temerosa, enoluqueceu
e então Bonaparte
ergueu o estandarte e Lisboa invadiu
mas antes, Dom João mareou com as Marias
para os mares do Brasilvitória, ô vitória
a côrte cantava a sua glória
desfilava fidalguia
no Brasil nascia uma nova históriao tempo não passou em vão
e separou duas irmãs pelo amor
Maria Luisa pra Napoleão
Maria Leopoldina pra Dom Pedro, imperador
ela, certo dia, virou trem
e ele é uma estação tambémlá vem Imperatriz
trazendo os Joãos e as Marias
lá vem Imperatriz
é hora de vestir a fantasia -
Parceria: Amaurizão / Demarco / Chopinho / Aluisio / Maurinho
Intérprete: Bruno Ribas
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Parceria: Niltinho Tristeza / Paulinho 14 / João Lino / Juruna Zona Sul
Intérprete: Ito Melodia
ao despertar seu amor
a princesa da Áustria
com o rei de França, se casou
ao serem destronados
toda a Europa abalada estremeceu
em Portugal, outra rainha
sabendo o que aconteceu, enlouqueceu
passou o poder, ao filho João
que deu rumo à nação
e Napoleão na França, a sonhar…
com a sua ambição
foi invadir a Portugal
D. João prevendo a trama
a côrte reuniu…
vamos gente!
o destino é Brasil
com suas Marias, desembarcou aqui
por fim, as medidas surgiram
mantendo a colonização
do enlace com D. Pedro
Leopoldina aconteceu…
e nessa alegria do meu carnaval
‘Joãos e Marias’
somos nós na estação
de Ramos no trem da ilusãoalô você! tem verde e branco
enfeitando a Sapucaí
alô você! a Imperatriz
tem história no chão, daqui
(ao despertar) -
Parceria: Merrenga / Bil Amizade / Edu Brasil / Aliomar / Zé Carlos da S.A.A.R.A
Intérprete: Moisés Santiago
vem sonhar
se emabalar na paixão do samba
é a Imperatriz contando histórias
linda e maravilhosa
chegando assim, na velha Paris
onde o povo um dia destronou
Maria Antonieta, Luis VVI
a fome doía, revolta o francês
encurralada nos porões a fidalguia
faz Maria ficar louca, lá no trono português
segue a história vem a cobiça, a ambição
a artilharia do voraz Napoleãoaos estrondos dos canhões, Portugual estremecia
parte logo Dom João, quando amanhecer o dia!e a navegar, lá vai João, vão as Marias
toda realeza nos convés
pro outro lado do mar, seguiam
pra semear no meu Brasil a cultura, educação
o tempo passa, gira a roda do destino
e as sobrinhas de Maria
num desfecho de emoção
leopoldina casa com pedro i
lá em paris, luiza com napoleão
mas lá em ramos, num castelo verde e branco
ao pé do morro bem juntinho da estação
mandam marias, manda joão
na harmonia, bateria, evolução
reis e rainhas desse mundo de ilusãolá vai Maria, João também
da Leopoldina no balanço desse trem
da Leopoldina no balanço desse trem -
Parceria: Eduardo Medrado / João Estevam / César Som Livre / André Bonatte / Ronald
Intérprete: Anderson Paz
foi assim… Marias que o mundo viu
joão que virou rei
e governou o meu Brasil
Maria Antonieta
sente a força da revolução
e a tal que enlouqueceu
Maria de tantos nomes
temeu Napoleão
vão-se todos ou ficam todos
navegou dando adeus a Portugal… que dor
na colônia tropical
João chegou (João chegou)e quando aqui chegou
do que deixou sentiu saudades
mas o povo o abraçou
e desejou felicidadesDom João… monarca
fez transformações
o tempo passou e outras Marias surgiram
da Aústria… predestinadas
a destino desiguais, amores rivais ( e mais)
Leopoldina é a nossa… Imperatriz
estação do samba. de bambas, do trem
que vai e que vem
cadência feliz… do meu país
e assim é o teu cantar que faz
a gente até sonharvem João sambar
traz seu amor pra Imperatriz
Maria é linda e só quer amar -
Parceria: Ribamar / Gil Branco / Cristóvão / Luis Toinho / Claudio Gama
Intérprete: Ciganerey
“JOÃO E MARIAS”
Como toda história de príncipes e princesas costuma começar com era uma vez, assim também começaremos a nossa história…
Era uma vez, uma princesa chamada Maria Antônia. Nasceu na Áustria, numa família numerosa e estava destinada, naturalmente, como toda princesa a se casar com um príncipe. Maria Antonia foi a escolhida para ser a esposa do futuro rei de França, Louis XVI. Ao chegar a França, para as bodas, recebeu outro nome. Maria Antonia tornou-se Maria Antonieta. O jovem casal de governantes excede em gastos com a corte e a França passa por momentos conturbados tanto politicamente como financeiramente e rei e rainha são destronados pela Revolução Francesa. É um grande baque para as monarquias absolutistas da Europa.
Num país vizinho, Portugal, vivia outra rainha Maria, que recebeu ao nascer o nome de Maria Francisca Isabel Josefa Antonia Gertrudes Rita Joana. Casou-se com o tio e reinou de 1777 a 1816. Tendo ajudado e acolhido inúmeros nobres franceses perseguidos pela revolução francesa, e sabedora do destino de Maria Antonieta, esta Maria apavorada com o grande abalo sofrido pelo absolutismo, ficou ensandecida e viu-se obrigada a passar o poder a seu filho João. O abalo foi tão forte que até hoje é conhecida como D. Maria, a louca. Seu filho João, não havia sido criado para assumir o papel de rei, mas como sei irmão mais velho faleceu, e sua mãe não podia mais governar, assumiu o cargo de príncipe regente.
Enquanto isso na França, sobe ao poder um homem, que apesar de não ser de família nobre era entretando muito ambicioso – Napoleão Bonaparte. Ele dirige o país a partir de 1799, e se torna Imperador de França em 1804. Seu sonho era se tornar o mais poderoso monarca de Europa e portanto, precisava expandir seus domínios. Era um grande estrategista e conseguia vitórias e conquistas, ampliando o território. Nada mais interessante que a península ibérica. Assim, decide invadir Portugal.
D. João, apoiado pelos ingleses, viu que a única saída plausível para não ser humilhado por Napoleão, era partir para a América do Sul, mais precisamente para o Brasil. Quem iria nesta aventura? O Príncipe regente aconselha-se com a mãe, que apesar de ter momentos de insanidade, responde muito sensatamente ao seu filho: “Ou vão-se todos ou ficam todos”.
Pois vão-se todos, decide D. João. Numa correria nunca vista, preparam-se os fidalgos para uma viagem inesperada. Uma espécie de fuga em massa, que frusta os desejos de Napoleão, que ordena a invasão. Há dúvidas quanto ao número de fidalgos que bateram em retirada. Seriam cinco mil, dez mil, quatro mil e quinhentos? O fato é que saíram de Portugal tendo como destino o Brasil. E assim, veio a família real, o pai, a mãe, D. Carlota e os filhos Pedro e Miguel e mais as infantas D. Maria Teresa, Maria Isabel, Maria Francisca, Maria da Assunção, Isabel Maria e Ana de Jesus Maria.
No Brasil, o governo de D. João VI tomou medidas que se impunhavam, para manter a colônia: liberação da atividade industrial, autonomia administrativa, permissão de ter imprensa; fundação da Academia Militar, da Marinha e de um hospital militar, criação de um fábrica de pólvora no Rio de Janeiro, do ensino superior, do Jardim Botânico e da Biblioteca Real, da Academia de Belas Artes e do Banco do Brasil. Quem ajudava o pai a despachar era a infanta D. Maria Teresa.
O tempo passou, duas sobrinas de Maria Antonieta, se casaram com pretendentes diametralmente opostos. Maria Luisa Leopoldina Francisca Teresa Josefa casou-se com Napoleão, porque Josefina, sua primeira mulher não lhe dera herdeiros, e sua irmã, Maria Leopoldina Josefa Carolina, casou-se com D. Pedro, filho de D. João. Duas irmãs e dois destinos opostos, pois que D. João e Napoleão continuavam inimigos. Napoleão acaba deposto, mas D. Pedro torna-se imperador do Brasil e Leopoldina, sua primeira imperatriz.
Ambos foram homenageados, entre outra coisas, “D. Maria Leopoldina virou trem e D. Pedro é uma estação também”. O trem é o que passa em Ramos, e que deu nome a nossa escola Imperatriz Leopoldinense, onde imperam Joãos e Marias deste mundo de Deus.
Rosa Magalhães, carnavalesca

